
O único feriado estadual oficial da Bahia, celebrado em 2 de julho, Dia da Independência da Bahia, cairá em uma quinta-feira. Por coincidir com um dia útil, o presidente do Sicomércio Feira de Santana, Marco Silva, explicou que o funcionamento do comércio seguirá as regras estabelecidas pela convenção coletiva da categoria, sem alteração no acordo já vigente entre empresários e trabalhadores.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente do sindicato afirmou que não houve solicitação dos empresários para abertura das lojas do centro da cidade neste feriado. Segundo ele, o início do mês e o recente período de movimentação no comércio durante o São João também influenciaram a decisão de não buscar uma negociação específica para a data.
A medida estabelece que bairros e shoppings estão autorizados a funcionar normalmente, enquanto o centro da cidade permanece com restrições e só poderia funcionar conforme um acordo específico, o que não foi firmado.
Marco explica que para definir o que é considerado “centro”, o endereço registrado no CNPJ do estabelecimento é utilizado.
Dessa forma, apenas empresas classificadas como localizadas no centro não podem utilizar a mão de obra de comerciários, embora pequenos comércios possam funcionar com o trabalho do próprio proprietário e familiares.
Em resumo:
- Bairros e shoppings estão autorizados a funcionar normalmente;
- O centro da cidade está com restrição e depende de acordo específico (que não existe);
- Pequenos comércios podem funcionar com o dono e familiares;
- Estabelecimentos do centro não podem usar mão de obra de comerciários.
Não houve demanda por parte dos empresários. Nós os consultamos, e eles disseram que já houve um esforço no São João e querem aproveitar realmente essa data para dar um descanso ao pessoal e aproveitar o restante. Existe, sim, uma preocupação de que haja um feriado na quinta e ocorra um esvaziamento da cidade. Isso é real. Mas não houve demanda dos empresários, então não houve essa tentativa de negociação, e a gente entende que está bem feito assim”, relata o presidente.

Marco Silva ainda destacou que, quando o comércio de rua não funciona, há aumento nas vendas online e maior movimentação em estabelecimentos de bairros, que acabam sendo favorecidos pela dinâmica do consumo em feriados.
A gente está aqui para enfrentar e superar as dificuldades e os bairros vão fazer isso para a Feira de Santana.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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