
A artista visual e professora Nathália Mata transformou espaços públicos de Feira de Santana em uma exposição a céu aberto, distribuindo gratuitamente quadros de sua autoria inspirados na memória e nos símbolos da cidade. Na primeira etapa da ação, em junho de 2026, foram expostas quatro obras, pinturas em acrílico sobre tela, medindo 24 x 30 cm. Ao lado de cada quadro, a artista deixou um folheto educacional com informações históricas sobre a cidade.
As telas foram instaladas na Praça do Rosário (bairro Papagaio), na Praça Antônio Cardoso (conjunto João Paulo), na Praça da Paquera (bairro Olhos d’Água) e na Praça Dona Pomba (bairro Rua Nova), à disposição das primeiras pessoas que passaram por elas, se interessaram pelas obras e decidiram levá-las para casa. Novos quadros serão expostos nos próximos dias, em outros pontos da cidade.

Como parte da programação, o projeto “Arte pela cidade: a Feira que habita em nós” também realizou duas oficinas de introdução à prática do desenho, conduzidas por Nathália Mata, no Colégio da Polícia Militar Diva Portela, no mês de março. Com papel, lápis e aquarela, jovens da educação básica aprenderam técnicas e exploraram formas, linhas, proporção e sombras. “Eu pude deixar uma sementinha da produção artística no coração de cada estudante que participou das oficinas”, conta a artista.
A iniciativa foi realizada por Nathália Mata, que contou com o apoio da Comunidade Culturasss no desenvolvimento do projeto cultural e mobilização de recursos. A produção tem o financiamento público da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Feira de Santana, por meio da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab), mecanismo de fomento que fortalece a produção artística autoral em diferentes territórios do país.
Sobre a artista
Nathália Mata é mulher negra, mãe, artista visual e professora. Mestranda em Educação pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e formada em Pedagogia com especialização em Arte-Educação, desenvolve sua atuação profissional na interface entre arte, educação e cultura. Com experiência na educação básica, utiliza o desenho como prática interdisciplinar, conectando diferentes áreas do conhecimento para ampliar a percepção artística, cultural e crítica de estudantes.

Além do trabalho educacional, desenvolveu outros projetos que contribuem com a memória e a diversidade cultural de Feira de Santana, como o Sarau Azul na Casa Vermelha e o projeto “Murmúrios e Tons”, iniciativa que promove o encontro entre literatura, poesia e ambiente escolar, a partir da obra literária e visual de Tom Barbosa, fortalecendo o acesso à arte e à formação cultural de crianças e jovens.
O projeto “Arte pela cidade: a Feira que habita em nós” reafirma a importância do investimento público na cultura como instrumento de formação, pertencimento e democratização do acesso às artes. “Perceber que a nossa produção artística pode ampliar o alcance e impactar positivamente a juventude periférica da nossa cidade já faz tudo valer a pena”, destaca Nathália.
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