
A partida entre a Seleção Brasileira e o Japão, pela fase 16 avos de final da Copa do Mundo 2026, em Houston (Texas), nos Estados Unidos, gerou um misto de emoções, boas e ruins, entre os torcedores de Feira de Santana.
Mesmo com um primeiro tempo marcado por gritos de desespero, lágrimas e muito nervosismo, que resultou no gol do Japão aos 28 minutos, a torcida não abandonou o sonho, resolveu acreditar na virada do Brasil e manteve a fé no Hexa.
Entre um espetinho e outro, a torcedora Marluce Carneiro acompanhou a transmissão do duelo do mata-mata em um telão instalado em um bar localizado na Rua São Domingos. Ao lado de amigos e familiares, ela sofreu ao ver o Japão avançar no primeiros minutos.

“Foi dolorido. A gente sofreu e não foi pouco, mas eu confio que nosso Brasil vai levar sim esse Hexa, porque nós vivemos pela fé.”
Segundo Marluce, houve momentos em que duvidou, mas o calor humano dos demais torcedores e a recuperação do Brasil em campo no segundo tempo foi o suficiente para recuperar os pensamentos positivos.
“O espetinho tava aqui lotado, e foi bom. Todo mundo jogando naquela garra, aquela fé, e fomos pra frente. Teve aquela hora que quase saia um gol e não foi, eu fiquei louca”, confessou.
O torcedor Guilherme, de 10 anos, também participou da resenha no espetinho, na São Domingos, e disse que gostou da partida. Ele elogiou ainda a participação dos brasileiros Endrick e Rayan.

“Achei muito bom. Jogaram muito bem no primeiro tempo. Parecia que o Brasil ia voltar pra casa, mas não voltou porque a seleção é campeã.”
Na opinião do torcedor mirim, a seleção provou que pode sim trazer o hexa para casa, mesmo sem a participação direta do Neymar em campo. “Eu acho que era pra segurar Neymar mais um pouco, e a gente viu que não precisa dele pra ganhar o jogo.”
Com os pés mais no chão, o torcedor Hamilton dos Santos Filho confirma que a partida foi tensa, mas confia que o Brasil pode fazer melhor na próxima oportunidade. Para ele, faltou a seleção atacar mais o oponente e se posicionar melhor.

“Quando o Japão fez o primeiro gol, o Brasil ficou apático, recuou, não avançou, não fez as jogadas individuais, então deu um friozinho na barriga. Mas no segundo tempo, o treinador chamou, e eles fizeram mais ou menos o que tinham que fazer. Foi tenso demais. Teve um momento que a gente desacreditou, mas depois a confiança veio de novo. Agora que ele botou Endrick, deu oportunidade à pessoa certa, acho que ele deveria ser o titular”, analisou.
Depois desse duelo apertado, a seleção volta a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), pelas oitavas de final. O adversário do Brasil será definido nesta terça-feira (30), após a partida entre Noruega e Costa do Marfim, que vão lutar pela sobrevivência na competição, às 14h, em Dallas (Texas).
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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