1 de July de 2026
Cachorro usando cobertor
Foto: Anna Okhotska/ iStock

O inverno traz riscos concretos para a saúde de cães e gatos, e a tolerância a baixas temperaturas varia bastante entre raças e portes. Filhotes, idosos e animais de pelagem curta sofrem mais com o frio do que cães de porte grande e pelagem densa. Entender essas diferenças é o primeiro passo para evitar problemas respiratórios e quedas de imunidade durante a estação.

Cães pequenos, como chihuahuas e pinschers, perdem calor corporal com mais rapidez, por terem menor massa muscular proporcional ao tamanho. Gatos idosos e animais com doenças crônicas também merecem atenção redobrada, já que o frio pode agravar condições articulares e cardíacas preexistentes. Raças de pelo curto, como pitbulls e dálmatas, também entram nesse grupo de maior sensibilidade, mesmo quando o porte do animal é médio ou grande.

A idade dos pets é outro fator determinante. Filhotes ainda não desenvolveram a regulação térmica completa do organismo, o que os torna especialmente vulneráveis nas primeiras semanas de vida. Animais idosos, por outro lado, costumam ter metabolismo mais lento e circulação sanguínea menos eficiente – dificuldades que se acentuam justamente nos dias mais frios do ano.

Sinais de que o pet está sentindo frio

Identificar o desconforto causado pelo frio nem sempre é simples, mas alguns comportamentos servem de alerta. Tremores, busca constante por lugares aquecidos, postura encolhida e relutância em sair para passear são indicativos claros de que o animal está com frio e precisa de proteção adicional.

Outros sinais incluem queda no apetite, letargia incomum e pele ressecada nas patas, que pode rachar em contato prolongado com superfícies geladas. Animais que vivem ao ar livre estão mais expostos a esses riscos e demandam atenção redobrada do tutor durante os meses mais frios.

A observação do comportamento dos pets ao longo do dia ajuda a identificar padrões. Um cão que normalmente é ativo e passa a evitar a área externa da casa, ou que busca se enrolar em cantos e sob móveis com mais frequência, está comunicando desconforto térmico de forma clara. Gatos tendem a procurar superfícies mais altas e aquecidas, como o topo de armários próximos a fontes de calor, quando sentem frio.

Cuidados práticos para proteger os pets no frio

Algumas medidas simples reduzem significativamente os riscos associados às baixas temperaturas.

  • Oferecer roupinhas adequadas para cães de pelagem curta ou porte pequeno durante passeios e em ambientes externos;
  • Evitar banhos com água fria e secar completamente o pelo antes de expor o animal ao ar livre;
  • Manter a alimentação balanceada, já que o gasto energético para manter a temperatura corporal aumenta no frio;
  • Garantir acesso a água fresca, pois a desidratação também ocorre em temperaturas baixas, ainda que de forma menos perceptível;
  • Reduzir o número de banhos durante a semana, priorizando horários mais quentes do dia quando o banho for necessário.

Entre os cuidados recomendados, está a criação de um local confortável para o descanso dos pets, com o uso de camas para cachorro adequadas à estação. Modelos com forração mais espessa e elevados do piso ajudam a isolar o animal do frio que vem diretamente do solo, especialmente em ambientes sem aquecimento adequado durante a noite. A escolha do material da cama também importa: tecidos que retêm calor corporal, como velour e pelúcia, costumam ser mais indicados para o inverno do que tecidos leves usados no verão.

A alimentação merece atenção especial durante esta estação. O organismo do animal gasta mais energia para manter a temperatura corporal estável quando está exposto ao frio, o que pode justificar um pequeno ajuste na quantidade de ração oferecida, sempre orientado por um médico veterinário, e nunca por decisão exclusiva do tutor.

Atenção especial para animais que vivem em ambiente externo

Cães e gatos que dormem fora de casa ou em áreas externas exigem cuidados redobrados. Garantir um abrigo fechado, protegido do vento e da umidade, é essencial para evitar hipotermia e doenças respiratórias. O local deve ter piso elevado e forração que isole o frio do solo, reduzindo a perda de calor corporal durante a noite.

A posição do abrigo dentro do quintal também influencia diretamente na proteção oferecida. Locais protegidos de correntes de vento e distantes de áreas que acumulam água da chuva reduzem a umidade no ambiente onde o animal descansa, fator que agrava o desconforto térmico de forma significativa.

Animais de rua também merecem atenção da comunidade durante esse período. Disponibilizar água, comida e abrigos improvisados em locais de passagem ajuda a reduzir o sofrimento desses bichos, que não contam com proteção fixa contra as variações bruscas de temperatura típicas do inverno. Caixas de papelão revestidas internamente com jornal e cobertas por um tecido impermeável funcionam como solução temporária eficiente para quem deseja ajudar animais comunitários na vizinhança.

Prevenção como melhor forma de cuidado

Proteger os pets do frio não exige investimento alto, mas demanda atenção constante aos sinais que cada animal apresenta. Pequenos ajustes na rotina, como roupinhas adequadas, alimentação balanceada e um espaço de descanso isolado do piso frio, previnem boa parte dos problemas de saúde associados às baixas temperaturas. A atenção do tutor, somada a cuidados simples e consistentes, garante que cães e gatos atravessem o inverno com mais conforto e segurança, sem que o frio comprometa a qualidade de vida do animal durante toda a estação.

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