1 de July de 2026
Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Bahia indiciou uma mulher de 39 anos, ex-funcionária de uma clínica de estética de Feira de Santana, pela execução de uma série de estelionatos.

O inquérito aponta que a suspeita utilizava a confiança adquirida no setor financeiro da empresa para direcionar pagamentos para uma conta sob o controle dela.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana durante cerca de 11 meses, identificou, até o momento, mais de 30 pacientes lesados e um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 400 mil.

Entenda o esquema

Em julho de 2025, o médico Márcio Freitas, proprietário da clínica que foi vítima dos golpes, denunciou a ex-funcionária à polícia por suspeitar que ela estava desviando pagamentos realizados por pacientes.

Após o início das investigações, a polícia descobriu que a mulher criou uma empresa de fachada denominada “Clínica Geral” e cadastrou uma máquina de cartão vinculada à clínica de estética para receber pagamentos.

Além disso, ainda de acordo com as investigações, a ex-funcionária encaminhava links fraudulentos e chaves Pix aos pacientes, fazendo com que eles acreditassem estar efetuando o pagamento diretamente à clínica, quando, na verdade, os valores eram depositados em contas controladas por ela.

Fachada da clínica de estética, em Feira de Santana, que foi vítima de golpes de estelionato praticados por uma ex-funcionária
Fachada da clínica de estética, em Feira de Santana, que foi vítima de golpes de estelionato praticados por uma ex-funcionária | Foto: Reprodução

A clínica de estética que foi vítima dos golpes da ex-funcionária atua nas áreas de cirurgia plástica facial, rinoplastia, harmonização facial, odontologia, otorrinolaringologia e procedimentos estéticos faciais e corporais.

Trabalho da inteligência

Para o Acorda Cidade, o delegado José Marcos, que conduz o caso, informou que a investigação reuniu um amplo conjunto de provas. Segundo o oficial, por meio de diversos depoimentos e do trabalho minucioso do departamento de inteligência da corporação, foi possível reconstruir o esquema criado pela suspeita.

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Delegado José Marcos | Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Essa investigação começou há praticamente um ano, quando chegou a notícia dos desvios. Foram cerca de 11 meses de investigação, com muitas pessoas ouvidas, documentos recolhidos e cumprimento de mandado de busca e apreensão. Hoje conseguimos concluir essa fase do inquérito com o indiciamento dessa ex-funcionária”, disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, pelo menos 34 pacientes foram identificados como vítimas do esquema, com pagamentos que variam entre R$ 3 mil e R$ 20 mil. José Marcos ainda declarou que, apesar do indiciamento, o trabalho da Polícia Civil em relação ao caso não encerrou. A meta agora é esgotar as possibilidades até descobrir se a mulher agiu sozinha.

“A gente dá prosseguimento à investigação, embora tenha feito o indiciamento dela para tentar descortinar mais vítimas, mais pessoas envolvidas no esquema, querendo saber se ela teve ajuda, a participação de mais alguém, enfim, aumentar aí a abrangência da investigação e também a profundidade para robustecer também o que já foi construído ao longo desse um ano de investigação”, destacou o delegado.

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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