
A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, ainda não desceu muito bem entre os torcedores. Pelas ruas de Feira de Santana, é fácil notar a frustração no rosto de quem acreditava que a Amarelinha iria mais longe.
Circulando pelas ruas do Centro, a reportagem do Acorda Cidade encontrou desde quem culpou o resultado à má fase do atacante Neymar, que ficou boa parte do Mundial no banco após uma lesão na panturrilha, até quem confessou que “já sabia” que a Seleção não iria a lugar nenhum.
“Eu já esperava essa derrota porque o Brasil já estava demonstrando que não estava jogando nada, não transmitia confiança. Empatou na primeira. Eu só esperava mais os dois jogos. Agora é trabalhar, meu filho. Acabou o feriado”, disse uma torcedora.
“Já eu esperava ele ganhar de 2 a 1. Na minha opinião, vinha muito bem, mas ontem foi aquela tragédia. Faltou mais desempenho. Se tivesse mais desempenho, tinha chegado. Faltou. (Faltou um técnico brasileiro? – perguntou o repórter.) Sinceramente, eu não sei”, disse outro torcedor, visivelmente decepcionado.
De maneira geral, entre as principais críticas, os entrevistados apontaram para a reportagem do Acorda Cidade a falta de liderança, de garra e de protagonismo dentro de campo.
Alguns citaram que Vinícius Júnior (Vini Jr.) deveria ter assumido a responsabilidade em momentos decisivos, como bater o pênalti no lugar de Bruno Guimarães, que perdeu a cobrança e fez falta no fim da partida.
“Se fosse Portugal, quem pegava era Cristiano Ronaldo. Na Argentina era Messi. Na França, Mbappé. E Vinícius Júnior tinha que pegar para bater o pênalti. Se quer ser grande, tinha que bater. No segundo gol, três homens na frente, nenhum abafou a bola, o cara chutou debaixo das pernas. Aí acabou. Acabou, acabou, acabou”, disse Sergipe da Matinha.
Outros torcedores feirenses, a exemplo do carismático Sergipe, atribuíram a eliminação da Seleção Brasileira ao baixo rendimento coletivo e à ausência de um jogador capaz de comandar a equipe com perfil de liderança.
“Não temos mais seleção. Acabou a seleção. Não vamos ter uma seleção tão cedo. Tem que ter um líder e não tem. O Brasil não tem mais líder para bater um pênalti, para cobrar uma falta. Naquele tempo tinha Ronaldinho Gaúcho, Zico, Romário. Hoje não tem mais esse líder”, completou outro torcedor.
A repercussão negativa também atingiu em cheio Neymar, que foi alvo de críticas de parte dos entrevistados. “Eu já sabia que com esse time não iríamos passar. Não confiava, não. Porque a seleção deles é muito grande. Os homens são grandes e os nossos são pequenos”, afirmou Sueli.
“Eu não estava confiante porque os meninos não estavam jogando bola. Falta jogar bola. Neymar mesmo está com as pernas muito ‘bichadas’. Depois que ele entrou, nós tomamos dois gols. Ele é mais que pé-frio”, disse outro torcedor.
Outros lamentaram o fim precoce da campanha brasileira, afirmaram que perderam o interesse pelo restante da Copa do Mundo e disseram que agora só voltarão a torcer pela Seleção na próxima edição do torneio, em 2030.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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