
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e impulsionado pela inovação, a formação universitária vai muito além da sala de aula. As visitas técnicas têm se consolidado como uma ferramenta importante para aproximar estudantes da realidade das empresas, permitindo contato direto com profissionais, novas tecnologias e tendências que moldam o futuro das profissões.
Na área de tecnologia, onde as mudanças acontecem em ritmo acelerado, essa aproximação é ainda mais estratégica. Vivenciar ambientes de inovação durante a graduação amplia a visão dos futuros profissionais, fortalece competências práticas e contribui para uma formação mais alinhada às necessidades do setor produtivo.
Foi com esse objetivo que estudantes dos cursos de Engenharia de Software e Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) da Unifan participaram do FIAP Reboot Experience, realizado no Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador. A atividade reuniu estudantes das modalidades presencial, semipresencial e EAD, reforçando o compromisso da instituição em democratizar o acesso a experiências que aproximam a formação acadêmica das demandas do mercado. Os estudantes saíram de Feira de Santana para participar da programação, que proporcionou contato com especialistas da área, networking e experiências práticas em um dos principais polos de inovação do estado.
Mais do que conhecer novas tecnologias, iniciativas como essa permitem que os alunos compreendam como funciona o ambiente profissional, conheçam diferentes possibilidades de atuação e desenvolvam uma visão mais ampla sobre as competências exigidas pelas empresas.
Segundo o coordenador do Núcleo de Tecnologia da Unifan, José Augusto Almeida Araújo Júnior, proporcionar esse tipo de vivência faz parte da proposta pedagógica da instituição e busca garantir que estudantes de todas as modalidades tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizado e aproximação com o mercado. “Buscamos democratizar essas experiências para que alunos do presencial, do semipresencial e da EAD tenham as mesmas oportunidades de vivenciar ambientes de inovação e ampliar sua formação profissional.”, pontuou. As visitas técnicas são parte integrante da proposta pedagógica dos cursos da área de Tecnologia da Unifan e já estão consolidadas como uma estratégia institucional de formação.
O coordenador destaca que essas ações acontecem de forma contínua ao longo da graduação e já possuem novas edições programadas. “Inclusive, já temos mais uma visita técnica planejada para agosto, ao Parque Tecnológico da Bahia. A proposta é que, desde o início da graduação, eles tenham contato com ambientes de inovação e compreendam como a tecnologia é aplicada na prática.”
Ao longo da graduação, os estudantes participam de visitas técnicas a centros de inovação, como o Cimatec, o Parque Tecnológico da Bahia, o Museu da Energia, a RoboCup e, mais recentemente, o FIAP Reboot Experience. “Essas vivências conectam a teoria à prática, ampliam a visão dos estudantes sobre as possibilidades da área e proporcionam contato direto com ambientes de inovação.”
Formação conectada às demandas do mercado
A transformação digital tem ampliado a procura por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia. Segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), o Brasil forma cerca de 53 mil profissionais por ano, enquanto a demanda do mercado chega a 159 mil. Nesse cenário, a experiência prática durante a graduação torna-se um diferencial para a inserção no mercado de trabalho. Ao promover visitas técnicas, participação em eventos e contato direto com empresas e centros de inovação, as instituições de ensino contribuem para o desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais essenciais para a carreira.
Na avaliação de José Augusto, essas experiências permitem que o aprendizado ultrapasse os conteúdos teóricos e fortaleçam competências fundamentais para a atuação profissional.
“Mais do que ampliar o conhecimento técnico, essas imersões contribuem para o desenvolvimento de competências essenciais para a carreira profissional, como pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipe, comunicação, criatividade, adaptabilidade e visão estratégica sobre inovação e transformação digital. Ao vivenciarem desafios reais e conhecerem diferentes modelos de atuação profissional, os estudantes conseguem compreender, na prática, como os conhecimentos acadêmicos são aplicados.”
Tecnologia como vetor de desenvolvimento regional
Além do impacto na formação acadêmica, ações que aproximam universidade e setor produtivo também contribuem para o desenvolvimento regional. Ao incentivar a qualificação de profissionais em áreas estratégicas, como tecnologia da informação, as instituições colaboram para fortalecer o ecossistema de inovação, ampliar a empregabilidade e atender à crescente demanda por talentos especializados.
Para a coordenação, o contato direto com empresas, centros de pesquisa e ecossistemas de inovação também fortalece a empregabilidade dos estudantes e amplia suas perspectivas de carreira ainda durante a graduação.
“O contato direto com empresas, centros de pesquisa e ecossistemas de inovação fortalece significativamente a empregabilidade dos nossos alunos, muitas vezes ainda durante a graduação. Essas experiências ampliam o networking, permitem conhecer tendências tecnológicas, despertam novas possibilidades de atuação e aproximam os estudantes de profissionais e organizações que podem se tornar futuras oportunidades de estágio e emprego. Nosso objetivo é formar profissionais tecnicamente qualificados, mas também preparados para atuar em um mercado cada vez mais dinâmico, inovador e competitivo.”
Para os estudantes de Engenharia de Software, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia da Computação da Unifan, as visitas técnicas vão além da sala de aula. Ao aproximar teoria e prática, essas experiências permitem compreender os desafios da profissão, conhecer as tendências do setor e desenvolver competências fundamentais para uma atuação qualificada em um mercado cada vez mais dinâmico e inovador.
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