
Em entrevista ao programa Acorda Cidade, na manhã desta quarta-feira (8), o secretário de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Brito, declarou que, diante de um orçamento municipal apertado, a comunidade precisa se conscientizar e evitar problemas que a própria população tem provocado em ruas e avenidas da cidade.
A declaração ocorre dias após o prefeito José Ronaldo afirmar, também em entrevista ao portal Acorda Cidade, que estaria pensando em acionar o Ministério Público contra moradores do bairro Mangabeira, devido ao recorrente lançamento de água servida em um trecho da Avenida Iguatemi, provocando danos severos ao asfalto recém aplicado.
Durante a entrevista, um dos questionamentos feitos ao secretário por uma ouvinte do programa foi sobre a grande quantidade de cães e gatos abandonados circulando pelas ruas da cidade e a necessidade da construção de um abrigo municipal.
“A cidade não é do prefeito Zé Ronaldo, nem da sua equipe. Como a prefeitura, em uma cidade que tem 240 km quadrados de área urbanizada, vai impedir que uma pessoa pegue um cachorro e jogue na rua? A comunidade precisa assumir sua responsabilidade também”, afirmou.
O secretário de Planejamento citou ainda outros problemas provocados pela população feirense nos bairros, como o descarte irregular de materiais inservíveis em terrenos, canais e córregos de drenagem.
“Como é que você pega um sofá e joga em um córrego de um pequeno riacho urbano desse, um canal de drenagem? Como é que você pode pegar a drenagem da sua casa, esgoto não é sanitário, e joga na drenagem urbana, pega água servida e joga na rua, no asfalto que o município faz”, questionou.
Na avaliação dele, a prefeitura não tem equipe suficiente para atender a todas as demandas.
“Não tem equipe que segure não. Na rua que eu moro, existe um passeio lá, o cara chega, bota sofá; o outro agora jogou um monte de areia. A prefeitura tem braço, o orçamento nosso, além de limitado, não tem equipe que segure, o povo tem que fazer. Na Europa, por que ninguém reclama? Quantas campanhas partindo da comunidade para construir um espaço para o cão abandonado? Quantas? Não. Querem esperar que o município faça, porque a comunidade não toma as rédeas de algumas coisas que ela provoca para resolver. A viúva tem tudo, mas a fonte da viúva não é inesgotável. Nós temos um orçamento muito apertado”, justificou.
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