
A falta de medicamentos e materiais básicos em unidades de saúde de Feira de Santana estão entre as principais reclamações recebidas pelo Acorda Cidade, através do aplicativo Whatsapp.
Na manhã desta quinta-feira (9), moradores dos bairros Aviário e George Américo se queixaram sobre a falta de medicamentos, tanto nos PSF quanto na policlínica. No bairro Campo do Gado Novo, não tem soro fisiológico no posto, o que impede os pacientes de realizarem curativos. Já na Mantiba, o problema é a falta de médicos para atender a população.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o secretário municipal de saúde, Rodrigo Matos, justificou que algumas unidades tiveram problemas de abastecimento. E esse foi um dos motivos para a rescisão do contrato com uma empresa terceirizada, responsável pelo fornecimento de materiais para a atenção básica e medicação para as policlínicas.
“Licitamos e temos medicamento inconstitutivo suficiente. Nós tivemos problema com relação à Losartana e ao Inalapril, mesmo com o contrato. Porque na indústria, faltou essa medicação. Se falta na indústria, a gente não consegue comprar por isso. Então, a gente não consegue trazer algo que não existe. Mas, abastecimento, eventualmente, há uma quebra, ruptura de estoque por questão logística, ou consumiu mais e atrasou um, dois, três dias. E isso não é para acontecer, inclusive. Isso é uma questão de gestão que a gente sempre aprimora.”
Ele acrescentou que se algum medicamento estiver em falta nas unidades de saúde, os pacientes devem denunciar à Ouvidoria da Secretaria de Saúde, para que o problema seja solucionado.
Sobre a falta de médicos no PSF da Mantiba, Rodrigo Matos esclareceu que os postos de Feira de Santana aderiram ao programa do Governo Federal Mais Médicos, e muitos profissionais recebem férias em determinado período do ano.
“Esses médicos têm direito a férias. Em Feira de Santana, quando as férias são de 30 dias, colocamos substituto. Na Mantiba, a médica está de férias durante 10 dias. Então, não falta médico. Não é verdade dizer que falta médico em Feira de Santana, nas unidades básicas, porque eu acompanho isso pessoalmente. Inclusive, eu tenho uma lista de espera de médicos, eventualmente, para entrar em unidade básica de saúde, não falta recurso pra gente colocar médico, inclusive, quando está de férias”, rebateu o secretário.
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