13 de July de 2026
Tia encontra recém-nascida dentro de bolsa e impede sequestro em maternidade
Foto: Reprodução/Fantástico

Uma técnica de enfermagem foi presa preventivamente por sequestro após tentar retirar uma recém-nascida de uma maternidade de Teresina, no Piauí, escondida dentro de uma bolsa. A ação foi registrada por câmeras de segurança e interrompida pela tia da criança, que desconfiou do comportamento da funcionária.

A mulher trabalhava havia pouco mais de dois anos na Maternidade Dona Evangelina Rosa, mas estava de folga no dia do ocorrido. Imagens divulgadas pelo Fantástico, programa da TV Globo, mostram que, por volta das 13h40, ela circulava pelo hospital com a bebê.

Segundo a família, a técnica disse à mãe da criança que levaria a recém-nascida para realizar exames, incluindo o teste do pezinho. A tia, Daniela Beatriz, decidiu aguardar do lado de fora. Dois minutos depois, a mulher saiu sem a bebê, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro.

Desconfiada, Daniela seguiu a funcionária e percebeu que ela havia trocado de roupa. Por volta das 13h45, a tia interceptou a técnica, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro.

“Ela vai pro banheiro, eu já fico olhando aquela situação. Eu sinto que aquele negócio não tá certo. Quando eu puxo, a neném tá lá. Eu questiono: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu tá fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro”, relatou.

A mãe da recém-nascida tem 14 anos e havia viajado de Castelo do Piauí para Teresina para o parto. Após o episódio, afirmou que não esquecerá os momentos de angústia vividos. “Foi tudo ruim. Não vou esquecer nunca.”

Tia encontra recém-nascida dentro de bolsa e impede sequestro em maternidade
Foto: Reprodução/Fantástico

A mãe da criança atribuiu à rapidez da irmã o fato de ter a filha novamente nos braços. “Se não fosse por ela, hoje eu estaria sem minha filha. Só uma mãe sabe o que é colocar uma criança no mundo e ver o rostinho dela pela primeira vez.”

Polícia Civil investiga o caso

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, o caso é investigado como tentativa de sequestro. Como houve demora na comunicação do crime, não ocorreu prisão em flagrante, mas a Justiça decretou a prisão preventiva da técnica.

Após a repercussão do caso, a mulher foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica. No dia seguinte, policiais aguardaram a alta médica para cumprir o mandado de prisão.

Durante buscas na casa da investigada, a polícia encontrou um quarto preparado para receber um bebê, com fraldas, roupas, banheira e berço. Segundo o delegado Hugo Alcântara, familiares acreditavam que a técnica estava grávida, apesar de ela não ter apresentado exames que comprovassem a gestação.

Em depoimento, a técnica permaneceu em silêncio. A defesa informou que ela foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, utilizava medicamentos psiquiátricos e teria comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.

A Polícia Civil, entretanto, informou que não trabalha, até o momento, com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Para os investigadores, ela agiu sozinha.

O diretor administrativo e financeiro da maternidade, José Alberto Alencar, também lamentou o caso, mas afirmou que não houve falha na segurança. Segundo ele, a unidade possui reconhecimento facial, portas controladas por senhas e códigos, além de profissionais treinados.

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