
Moradores do bairro Papagaio, em Feira de Santana, vêm enfrentando transtornos na região após obras realizadas por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre empresas e a Prefeitura Municipal. Em períodos chuvosos, a situação se agrava ainda mais, especialmente pela formação de buracos, calçadas destruídas e bocas de lobo desniveladas.

As intervenções, iniciadas em setembro de 2025, tinham prazo de 120 dias para serem concluídas. No entanto, após a entrega da obra, em janeiro de 2026, equipes precisaram retornar ao local para realizar serviços de “tapa-buraco”.
Uma das vias mais afetadas pela obra é a do Condomínio Canadá Houses, localizado na Avenida Francisco Fagundes Filho. Moradores da região afirmam ter enviado seis ofícios ao poder público cobrando providências para a resolução dos problemas.
Em entrevista ao Acorda Cidade, Aslan Marques, morador e síndico do condomínio em questão, explicou que a via ficou sem saída e sem qualquer sinalização. Além disso, eele afirmou que as equipes quebraram toda a rua e aplicaram uma camada muito fina de asfalto. O morador também contou que, devido às obras, as bocas de lobo da região ficaram entupidas.
“A gente ficou somente com a entrada. Não houve sinalização para mostrar que a rua era só para a entrada de moradores. Passaram por cima do passeio do nosso condomínio, quebraram toda a rua e passaram uma camada ínfima de asfalto, que depois cede novamente.”

O morador Felipe Melo contou que a expectativa da comunidade era a recuperação completa da pavimentação asfáltica, o que não aconteceu.
“A gente estava esperando a pavimentação. Quando viemos morar aqui no Condomínio Canadá Houses, isso aqui era um tapete, era um asfalto perfeito. Agora, qualquer pessoa que passar por aqui vai ver o desnível em que o asfalto está. Eles fizeram a obra para ajudar na drenagem da chuva, mas não drena nada quando chove. O asfalto já cedeu pela terceira vez (que eu estou contando), fora as outras vezes que eu não vi. A gente está mandando ofício e não tem retorno. Nós não temos culpa deles terem feito o serviço e largado tudo de qualquer jeito.”

Condutores e motociclistas também enfrentam dificuldades para trafegar pela via. Segundo a moradora Flávia Ribeiro, as más condições do pavimento obrigam os motoristas a reduzirem a velocidade, desviarem dos trechos danificados e, em alguns casos, até alterarem a rota, o que compromete o fluxo de veículos e aumenta o risco de acidentes.
Os problemas também afetam os pedestres. De acordo com Aslan, os desníveis e a falta de sinalização fazem com que muitas pessoas precisem caminhar pela pista, aumentando ainda mais o risco de acidentes.
O apelo dos moradores é que a prefeitura olhe com atenção para os problemas vivenciados pela comunidade do Papagaio. “A gente está vivendo aqui, pagando nossos impostos da maneira correta, e não temos o devido retorno”, contou Felipe Melo.
A produção do Acorda Cidade já entrou em contato com a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) e aguarda um retorno.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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