14 de July de 2026
fórum
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

A Prefeitura de Feira de Santana realizou, nesta terça-feira (14), o primeiro Fórum Socioambiental do município. O evento, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semmam), integra o plano de ações da pasta para 2026.

O fórum reuniu especialistas, representantes de universidades, estudantes, integrantes de órgãos públicos e gestores municipais para discutir os impactos das mudanças climáticas e definir propostas para fortalecer as políticas ambientais para as cidades.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Para a reportagem do Acorda Cidade, a secretária de Meio Ambiente de Feira de Santana, Jaciara Costa, explicou que o fórum foi idealizado diante da necessidade de preparar o município para os desafios provocados pelos eventos climáticos extremos.

Jaciara Costa – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“O fórum vem com essa ideia de discutirmos ações relevantes sobre como mitigar as mudanças climáticas. É uma emergência, que todos os envolvidos, principalmente os palestrantes, trouxeram a realidade de como o mundo está e como fazer para melhorar o que vamos enfrentar”, disse a secretária.

Jaciara afirmou ainda que o encontro deve resultar na construção de um documento com medidas que poderão orientar futuras políticas públicas no município, medida que ela avalia como necessária para enfrentar as mudanças climáticas.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“É o enfrentamento de todos, todos envolvidos na sociedade civil. As universidades estão presentes, as escolas públicas, trouxemos os jovens para que possamos, de fato, pensar em ações de relevância para trazer essa preservação ambiental diante das mudanças climáticas”, disse Jaciara.

“Vamos montar um documento a partir das ideias e discussões. Precisamos definir quais medidas importantes devemos tomar hoje em Feira de Santana, especialmente em relação às ilhas de calor, secas, enchentes e à preparação da população para enfrentar o Super El Niño”, completou a secretária.

Estabelecendo parceria

Convidado para o evento, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de Salvador, Sosthenes Macedo, afirmou que a troca de experiências que ocorreu durante o fórum entre os municípios é essencial para fortalecer as políticas ambientais.

Sóstenes Macedo – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Salvador avançou bastante nos últimos anos quando reestruturou toda a nossa organização de meio ambiente, de defesa civil, de políticas públicas e licenciamento para essas áreas ambientais, de tal modo que nós temos hoje uma segurança jurídica muito grande para oportunizar a todos aqueles que querem investir em Salvador, mas sabendo que o nosso desenvolvimento urbano é sustentável”, disse.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

O secretário da capital destacou ainda, para a reportagem do Acorda Cidade, que investimentos em contenção de encostas e ações da Defesa Civil reduziram significativamente os episódios de deslizamentos e desabamentos na capital baiana.

“Evidentemente que é uma cidade com uma topografia extremamente complexa, de tal modo que gera uma atenção especial. A Defesa Civil hoje, inclusive, enquanto estamos aqui, está fazendo a inauguração de mais uma geomanta. Todo esse trabalho realizado pela prefeitura vem garantindo resiliência e noite de sono tranquila para o povo soteropolitano”.

Já o diretor de Planejamento e Educação Ambiental da Semmam, João Dias, ressaltou que a localização geográfica de Feira de Santana torna o município especialmente vulnerável às mudanças climáticas.

João Dias – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Tem a questão da seca, tem a questão das enchentes dentro da própria cidade e tem a questão da temperatura que, segundo os cientistas, já mudou um pouco. Precisamos cuidar dos recursos hídricos e da arborização”.

“Por isso, é muito importante nós aprendermos sobre as mudanças climáticas. Nesse caso, emergência climática, porque já é mais preocupante ainda do que mudanças climáticas”, disse João.

Durante o fórum, foram debatidos temas como educação ambiental, adaptação urbana às mudanças climáticas e transição energética. João explicou que o debate tornou-se ainda mais urgente devido ao aquecimento global.

“O aumento da população e o uso de combustíveis fósseis têm provocado o aquecimento do planeta, intensificando secas, queimadas, enchentes e ilhas de calor. Precisamos discutir esse assunto e tomar providências”, declarou João.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

O professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Gilberto Mendonça, destacou que a conscientização da população é fundamental para minimizar os impactos ambientais nas cidades.

“Nós estamos numa população do tamanho que nunca estivemos antes no mundo. E essa população jovem que está vindo, que vai nos suceder, tem que começar a pensar. Nós sempre falamos que tipo de planeta nós vamos deixar para nossos filhos, mas nós também temos que pensar que tipo de filhos nós vamos deixar para nosso planeta”, afirmou o professor.

Já o instrutor do Centro de Formação da Guarda Municipal de Feira de Santana, Antônio José do Rosário, participou do evento acompanhado de guardas municipais de Serra Preta e Santo Estêvão, que passaram por capacitação nas respectivas cidades.

Antonio José do Rosário – Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

“Trouxemos os alunos para que entendam o processo das mudanças climáticas, das novas fontes de energia e dos novos comportamentos ligados à segurança pública, à prevenção e à mitigação, para que possam replicar esse conhecimento em seus municípios”, declarou ao Acorda Cidade.

“A agência NOAA, que é uma agência americana que trata das mudanças climáticas, tem nos alertado para esse Super El Niño, com grande estiagem para a nossa região Norte-Nordeste do país, com possibilidades de enchentes na região Sul. Contudo, isso impacta diretamente na vida de toda a sociedade, de todas as pessoas, independente das classes sociais”, concluiu o instrutor.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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