
A Casa do Trabalhador de Feira de Santana tem registrado diariamente grande procura por vagas de emprego e serviços de intermediação de mão de obra. Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor da Casa do Trabalhador, Magno Felzemburg, fez um balanço das vagas de emprego registradas neste primeiro semestre de 2026.
Apesar do aumento em relação a 2025, o diretor ressaltou as dificuldades nas contratações por conta da falta de qualificação.
Segundo Magno Felzemburg, de janeiro até junho deste ano, a Casa do Trabalhador disponibilizou 5.054 vagas de emprego. No mesmo período de 2025, foram registradas 3.175, cerca de 2 mil vagas a menos.
No entanto, ele chamou atenção para a falta de qualificação, fator que atrapalha muitas pessoas na hora de se candidatar a uma vaga. Para lidar com esse problema, muitas empresas optam por disponibilizar funções sem experiência e/ou oferecer treinamento para os funcionários.
Além dos treinamentos oferecidos pelas empresas, o diretor deu o exemplo de construtoras, que ofertam cursos de pintor. Outra forma de obter essa qualificação é por meio de cursos gratuitos disponíveis no Sest Senat, Senai e Senac.
Por exemplo, o mercado agora colocou funções sem experiência. Por quê? Porque não adianta ele insistir em algo que ele não vai achar. Se ele dizer que tem experiência, não aparece ninguém. Elas estão se virando. Tem empresa que tem escola de treinamento dentro da empresa, que é para receber aquele trabalhador que não tem experiência na área, ou não tem nenhuma, porque às vezes você tem experiência, mas é em outra área”.
Além disso, Magno relembrou a abertura de mais de 200 vagas de emprego em uma rede de supermercado em Feira de Santana. Como foi divulgado pelo Acorda Cidade, o órgão oferece opções para nível médio, técnico e superior, com oportunidades que exigem ou não experiência prévia, além de cotas para PCD.
“Nós temos um novo supermercado, uma segunda unidade de uma rede que já existe a ser inaugurada esse ano. Nós estamos fazendo a intermediação da mão de obra. Então foram mais de 250 vagas de emprego. O processo nós já começamos. É importante o trabalhador ficar atento às nossas informações”.

Setores que mais contratam
De acordo com o diretor, os setores que mais contratam atualmente em Feira de Santana são de serviço e indústria, apesar de se tratar de uma cidade muito comercial.
“Você tem uma rede de educação muito bem estabelecida na cidade, nível superior, as escolas de segundo grau, tem uma área de saúde, uma prestação de serviço muito grande, tem duas grandes empresas de call center. Então você tem diversas ações que impactam na geração de emprego em serviço. E você tem um polo industrial que é forte, que está sempre vendendo, sempre mantendo uma média”.
Porém, ele destacou o comércio como o setor que mais sente os problemas na economia, pois quanto maior as dificuldades, menos produtos as pessoas compram, o que afeta diretamente o comércio.
“Toda vez que a economia aperta, o comércio é o primeiro a sentir. É a roupa que você deixa de comprar, a pizza que você deixa de comer, o sapato que você não compra, uma série de coisas. Então o comércio está sentindo esse baque da economia”.
Apesar dessa questão, Magno chamou atenção para a área da construção civil, que também gera diversas oportunidades em Feira de Santana, por conta das obras, como a construção de vários condomínios.
Outros problemas nas contratações
Outro problema na hora das contratações, especialmente na construção civil, é a grande quantidade de obras sendo realizadas ao mesmo tempo, o que emprega um certo número de profissionais em uma obra e acaba gerando uma falta em outra.
“Por que a gente tem dificuldade de padeiro? Não é só a falta do padeiro, é porque Feira é muito forte na área de panificação. Então a cidade é bem servida de padaria, bem servida de açougue, de farmácia, supermercado e na construção civil. Então você tem uma obra dessas, você precisa de 500 pessoas trabalhando. E aí você tem 10 obras dessas ao mesmo tempo. Então a dificuldade existe por vários motivos”.
Nesse sentido, Magno Felzemburg reforça a questão da qualificação para aumentar as chances de contratação. Com uma profissionalização, o candidato melhora o currículo e aumenta as chances de ser contratado.
“Não existe função simples. Porque se o cidadão faz um serviço de limpeza pública, se ele não for profissional vai dar problema. Então, todo lugar você tem que ser profissional, todo lugar você tem que estar qualificado, todo lugar você tem que entender que você tem que fazer o melhor. E as vagas ficam pela dificuldade de ter o profissional”.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
Leia também:
Supermercado em Feira de Santana abre mais de 200 vagas; veja como concorrer
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.
