
Durante uma assembleia realizada pela da APLB Feira nesta quinta-feira (16), os professores da rede municipal de ensino aprovaram, por unanimidade, uma paralisação na próxima segunda-feira (20). Às 8h de segunda, a categoria vai se reunir em frente à sede do sindicato, localizada na Rua Barão de Cotegipe, no Centro, em Feira de Santana, onde haverá uma aula pública do Café com Educação.
Em entrevista ao Acorda Cidade, a presidente do sindicato, Marlede Oliveira, disse que em seguida, o grupo fará uma caminhada. Segundo ela, o ato busca destacar a pauta de reivindicações, que foi assinada em agosto de 2025 e homologada em outubro do mesmo ano. Ela afirmou que vários itens não foram cumpridos pela prefeitura.
O governo deu um reajuste, porque precisa recuperar a tabela salarial. O professor está perdendo 90% do salário, tem doutorado, mestrado, e perde 90%. O governo deu um reajuste em abril, retroativo a janeiro, e se comprometeu que agora em julho teria outro reajuste retroativo a julho. As audiências que foram marcadas foram desfeitas, marcou a audiência essa semana não cumpriu. Nesse sentido, a categoria vai parar segunda-feira para a gente cobrar do governo uma resposta.”

Em carta aberta à comunidade, a APLB explicou os motivos que levaram à paralisação da categoria. Veja a lista:
- Porque faltam professores em diversas escolas, comprometendo o ensino e sobrecarregando quem permanece em sala de aula;
- Porque faltam cuidadores, prejudicando o atendimento aos estudantes que necessitam de acompanhamento;
- Porque é urgente fortalecer uma verdadeira política de inclusão, garantindo estrutura, profissionais e condições adequadas para que nenhuma criança seja deixada para trás;
- Porque a Prefeitura precisa cumprir o acordo judicial, assinado em agosto, homologado na Justiça em outubro de 2025 e até o momento vários itens de direito da categoria não foram cumpridos.

De acordo com Marlede, o governo afirmou que teria outro reajuste garantido para dezembro, porém, não foi informado qual o percentual do reajuste. A professora também destacou o aumento salarial referente ao nível de titulação dos professores, que deveria ser recomposto, mas não foi realizado pelo governo.
“A diferença entre o professor nível médio para o de nível superior é 70%, pós-graduado é 80%, quem tem mestrado 90% e doutorado 100%. É isso aí que precisa recompor e não fez. Por isso que parou.”
A presidente ressaltou que também na segunda-feira haverá outra assembleia se não houver resposta do governo.

“Se segunda-feira a gente não tiver resposta do governo de nada, a gente vai fazer outra assembleia permanente onde a gente estiver, ou aqui na sede, mas nós vamos manter o que foi aprovado aqui com os trabalhadores da educação nesta quinta-feira à tarde.”
Sobre as audiências com o governo, Marlede contou ao Acorda Cidade que não há uma confirmação oficial da próxima.
Primeiro marcou a audiência para sexta-feira, não teve audiência. Marcou para ontem, também não teve porque Joaquim estava viajando, o secretário de educação depende das outras secretarias e não teve. Então a audiência que marcaram, já tem pela segunda vez, desmarca e não tem resposta. Então a categoria está insatisfeita e aprovou, por unanimidade aqui, a paralisação.”
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade
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