
Uma doença silenciosa, em grande parte dos casos, a hepatite é uma doença viral que afeta o fígado. Por não apresentarem sintomas, muitos pacientes não percebem o avanço da infecção e só são diagnosticados quando a doença atingiu níveis mais avançados.
Em Feira de Santana, mais de 1.700 pessoas recebem acompanhamento contra as hepatites virais. O serviço é prestado pelo Centro de Referência Municipal IST/HIV e Hepatites Virais, localizado no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda (CSE), que em breve passará por uma ampla reforma.
A quantidade de pacientes que realizam o tratamento Centro Especializado preocupa a rede de saúde municipal, que tem reforçado as ações de conscientização da população e combate contra a disseminação da doença, através da Campanha Julho Amarelo.

“É um número que nos alerta, um número significativo de pessoas acometidas, positivadas para algum desses tipos virais da hepatite. Mas é importante a gente lembrar que, por ser uma doença silenciosa, esses números, eles ainda podem não representar o real adoecimento na nossa sociedade”, observa a diretora da Rede Própria, Verena Leal, em entrevista ao portal Acorda Cidade.
Diante da possibilidade subnotificação dos casos, Verena Leal destaca que a população deve procurar os postos de saúde do município para realizar o teste rápido.
“A identificação precoce do adoecimento oportuniza a gente ter um cuidado mais assertivo e evitar complicações. Então, é importante que, periodicamente, as pessoas se coloquem nessa condição de fazer uma avaliação integral da sua saúde, inclusive para identificar a presença do vírus que causa a hepatite no organismo.”
A diretora da Rede Própria destacou que a hepatite se manifesta de diversas formas. E os tipos B e C, além de silenciosos, são considerados também como IST (Infecção Sexual Transmissível). Outro ponto de destaque sobre o tema é o aumento do número de pessoas acometidas ao longo dos últimos anos.
“A gente observa um aumento, ainda que incipiente. Mas reforço aqui o cuidado e o olhar para dizer que a hepatite tem esse período latente entre a infecção pelo vírus e o aparecimento da doença. Então, os indivíduos podem ter, mas não têm a manifestação ainda de alguns sinais e sintomas.”
O Julho Amarelo é, portanto, um período de convocação da população para o cuidado preventivo contra a hepatite.
“Nós temos nas unidades de saúde formas de diagnósticos, testes rápidos para identificar se essas pessoas estão ou não acometidas por algum dos vírus que causam a hepatite. A gente já tem o conhecimento científico e cinco tipos de vírus, que são A, B, C, D e E.”
Leal esclarece que as hepatites A e E podem ser transmitidas viral oral, através da água e alimentos contaminados. O tipo B ocorre por transmissão sanguínea, de mãe para filho, ou por meio de relações sexuais desprotegidas.
Na hepatite C, a forma de transmissão se dá em contato com o sangue contaminado. Já o tipo D da doença é uma evolução do adoecimento causado pelo vírus B.
“A gente não pode banalizar todas as formas de adoecimento. Elas são importantes, precisam ser monitoradas, e cuidadas com as suas formas específicas para que a gente consiga aí dar uma resolutividade desse caso e trazer de volta a saúde humana.”
A vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente na rede pública de saúde.
“A disponibilização da vacina é feita em todas as nossas unidades, salas de vacinas tanto na sede quanto nos distritos. Mas é importante falar que a gente tem um decréscimo da nossa cobertura vacinal em diversos aspectos e por diversos imunizantes, e isso não é diferente com a hepatite. Então, a gente convoca também a população para ter essa forma de cuidado, porque a vacina é uma forma de proteção importante para a doença.”
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.
