21 de July de 2026
Professores paralisam atividades e participam de aula pública na sede da APLB Feira
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

A presidente da APLB Feira, Marlede Oliveira, que representa os professores da rede municipal em Feira de Santana, voltou a afirmar nesta segunda-feira (20) que a categoria no município é a que recebe o menor salário da região.

A declaração ocorreu durante a aula pública promovida na sede da entidade na manhã desta segunda-feira, em meio à paralisação de advertência para cobrar respostas à pauta de reivindicações, como reajuste salarial, plano de carreira, dentre outros temas.

“O professor de Feira tem o pior salário da região. Um professor de 20 horas em Santo Estêvão, em Santa Bárbara e outros municípios ganha mais do que o professor de 40 horas em Feira. Isso é vergonhoso para uma cidade pujante, que tem indústria, comércio pujante. Então por isso as atividades estão paralisadas hoje”, afirmou a sindicalista.

Professores paralisam atividades e participam de aula pública na sede da APLB Feira
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

A professora destacou ainda que o governo municipal senta à mesa de negociação com a categoria, mas não dá respostas para a pauta de reivindicações.

“Nós estamos em negociação com o governo, só que o governo numa negociação precisa ter resposta e nós não temos para a categoria. Por exemplo, marcou uma audiência para discutir tabela salarial, tem mudança de referência e tem comissão do plano de carreira para o dia 13 de maio. Fomos, não teve resposta, não teve nem audiência, porque não tinha resposta. Reagendou para o dia 10 de julho, e aí pediram dois meses depois porque iam fazer os estudos, os cálculos, aguardamos. No dia 10 agora, não teve audiência de novo, não tem resposta, aí remarcaram para o dia 15 de julho, não teve audiência também.”

Ela disse que após o anúncio da paralisação, uma nova audiência foi agendada para esta segunda-feira para cobrar essas respostas junto ao governo municipal.

“Você está o tempo todo negociando e não tem resposta? A resposta sobre a mudança de referência, tem professor que tem 8 anos, que tem título de mestrado, de doutor e não muda de referência. Então tem questões que são antigas, crônicas na rede, que não se resolvem. Tem falta de professor e aqui a situação caótica educacional não é só a valorização dos profissionais, professores e funcionários não. Não tem professor na rede, falta professor, falta cuidador, não tem estagiário. Sabe por que não tem estagiário na rede? Porque o estagiário ganhava há anos, desde 2016, 500 reais. Nunca aumentaram o salário de estagiários”, argumentou.

Professores paralisam atividades e participam de aula pública na sede da APLB Feira
Foto: Paulo José/ Acorda Cidade

Questionada sobre as críticas do governo municipal sobre um tratamento diferenciado dado ao governo do estado, a sindicalista negou e informou que o estado tem cumprido a legislação e valorizado os professores da rede.

“Nós negociamos esse ano o piso salarial do Estado. O professor esse ano teve, além do piso salarial, mais 7% de reajuste sobre a certificação. Lá tem valorização, o professor muda de referência anualmente. Então cumpre lei. Vai pagar licença-prêmio agora. Aqui não paga licença-prêmio, a última vez que pagou foi em 2018. Então no Estado tem algumas coisas, não é que está uma maravilha, mas tem algumas coisas que a gente da carreira vem conquistando e o governo está cumprindo. Agora no município não cumpre nem a lei”, apontou.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.

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