
Os moradores do Condomínio Lúmini, localizado na Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques, no bairro Papagaio, em Feira de Santana, têm reclamado do desnível no passeio do residencial. Segundo eles, a altura dessa estrutura faz com que a água da chuva entre no condomínio, causando alagamentos e transtornos aos residentes.
Em entrevista ao Acorda Cidade nesta terça-feira (21), a síndica Jussara Moura explicou que esses problemas acontecem há anos, com um caso mais grave de alagamento em 2023. Atualmente há um empreendimento em frente ao condomínio que, de acordo com ela, vai trazer impactos para o residencial.
“Há muito tempo a gente sofre com alagamento na rua quando chove. Em 2023, a gente teve uma chuva aqui que praticamente inundou parte da frente do condomínio. E agora com essa obra, que vai impactar muito no condomínio.”
Jussara disse que como outras avenidas, o local sofre com buracos, esgoto e lama, fatores que pioram com a chuva. Ela também afirmou que entrou em contato com a Prefeitura de Feira de Santana.



“A gente vem sofrendo muito com isso e a desculpa é sempre a mesma, que vai ser feito um serviço de drenagem e a gente não vê isso. E, nesse momento, eles fizeram um passeio que ocupa parte da via de duplicação. E a gente tá com medo, com as chuvas que vem ocorrendo, de alagamento, da água realmente entrar no condomínio.”
A síndica contou ao Acorda Cidade que também conversou com o encarregado da obra, que explicou que essas intervenções seriam feitas pela prefeitura. No entanto, ela destacou que as obras realizadas são diferentes do que está no projeto, que indicava uma pavimentação e uma duplicação da via.
Com esse passeio a gente vê que isso não vai ser feito. E, consequentemente, a água vai entrar no nosso condomínio. O jurídico do condomínio fez um ofício que vai ser entregue à prefeitura para que a prefeitura se posicione e venha fiscalizar essa obra, porque nesse momento, a gente está todo mundo muito preocupado, os moradores todos preocupados com isso. O projeto que está nas mídias sociais da empresa não é o que está sendo realizado. Inclusive, tem um canteiro, e esse canteiro não existe aqui. Se você observar, não tem nem espaço para ter canteiro aqui.”



Jussara salientou que o jurídico do condomínio vai até a prefeitura para mostrar essa diferença entre o projeto e o que está sendo realizado, bem como para cobrar uma fiscalização dessa obra, que deve incluir uma rede de drenagem para que a água da chuva não entre no condomínio e cause mais transtornos.
O pessoal informou que isso compete à prefeitura. Eu estou aqui desde 2018, nada foi feito nesta rua. A prefeitura, por sua vez, vem em alguns pontos onde tem os buracos e colocam um pouco de asfalto. Como passa muitos carros, o que a prefeitura alega é que os carros estão passando, e que estão fazendo obra, quando terminar as obras que vai fazer o serviço. Inclusive, em 2022, o condomínio entrou com a ação e foi arquivado junto ao Ministério Público, porque o Ministério Público falou que nada disso impacta no condomínio da gente. A gente quer que a prefeitura dê um posicionamento, uma resposta com relação à obra que está sendo executada e ao projeto que foi aprovado junto à prefeitura.”
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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