
O julgamento do ex-vereador George Breu, acusado de matar a esposa grávida em Santo Estêvão, começou nesta quinta-feira (23). Cinco pessoas, entre testemunhas de acusação e de defesa, foram ouvidas. Existe a expectativa do julgamento ser concluído na sexta (24).
Os trabalhos continuam com os demais depoimentos e, na sequência, serão apresentados os argumentos da acusação e da defesa antes da decisão dos jurados.
George Breu está preso preventivamente desde fevereiro de 2022, no Conjunto Penal de Feira de Santana.
A defesa é feita pelos advogados Vinicius Dantas, João Daniel Jacobina, Jean Ricardo Grzesk e Flávio Augusto.
Pela acusação, atuam os promotores de Justiça Antônio Luciano e Marina Miranda, além dos advogados João Veloso e Martine Veloso, que representam a família da vítima.
O júri é presidido pela juíza Márcia Simões Costa, da Vara do Júri. O caso, que teve grande repercussão em Santo Estêvão e em outras cidades da região, continua sendo acompanhado por familiares da vítima e por pessoas que compareceram ao fórum para acompanhar o julgamento.
A dor da família
Antes do início da sessão, a irmã da vítima, Vitória Réges Macedo do Carmo, e o pai, Elias Santos, falaram com a reportagem do Acorda Cidade sobre a expectativa pela decisão da Justiça e afirmaram esperar a condenação com pena máxima pela morte de Jessica Regina.
“Foi terrível reviver tudo que a gente já passou, relembrar, tocar na ferida, porque você tem que reviver tudo, você tem que lembrar de quando tudo aconteceu. Então, assim, a gente sabe que é importante para que seja feita a justiça, mas tá sendo terrível, aterrorizante de verdade”, disse Vitória.

A irmã da vítima disse que os familiares permanecem inconformados com o crime. Ela destacou que a vítima estava grávida de nove meses, prestes a dar à luz, e afirmou que a família nunca imaginou enfrentar uma tragédia dessa dimensão.
“Uma moça grávida de nove meses, prestes a ter o bebê dela. A gente nunca espera uma atrocidade dessa. Tivemos que enterrar minha irmã e meu sobrinho. Ele fugiu. No dia, foi embora e não deu suporte. Se fosse acidental, a pessoa estaria ao lado prestando ajuda. Para mim, ficou mais que claro que foi um crime.”
Já o pai da vítima, Elias Santos, também falou sobre o sofrimento da família desde a morte da filha. Emocionado, afirmou que a dor permanece presente diariamente e reforçou o pedido para que o acusado seja condenado.
“É um sofrimento que não passa, uma dor que não passa. A gente sofre, deita pensando, acorda pensando e, a cada momento, sofre, a cada dia mais. E aí, meu irmão, esse homem tem que pagar, tem que ficar preso, pagar e tem que ser pena máxima”, concluiu o pai.
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade
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