24 de July de 2026
Assembleia de professores na APLB Feira
Foto: Divulgação / APLB

Os professores da rede municipal de Feira de Santana aprovaram, em assembleia, uma paralisação das atividades para a próxima terça-feira (28) e quarta (29).

A decisão, definida na manhã desta sexta-feira (24), foi tomada por unanimidade e ocorre após a categoria afirmar que o governo não apresentou propostas para atender às reivindicações.

Outro ponto que a APLB, sindicato que representa os profissionais da educação, reivindica é que a gestão cumpra um acordo celebrado com a entidade perante a Justiça.

Entenda o conflito

Marlede Oliveira, presidente da APLB-Feira, afirmou para a reportagem do Acorda Cidade que a assembleia foi convocada após a 4ª reunião com representantes do governo terminar sem avanços.

APLB - professores da Rede Municipal
Marlede Oliveira (mic.) | Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Tivemos uma audiência com o governo, em 13 de maio, após algumas paralisações que nós fizemos, e não teve resposta. Em outra, eles pediram dois meses para fazer um estudo, marcaram o encontro para 10 de julho e também não tiveram resposta. Dia 15 de julho, a mesma coisa, e agora eles remarcaram para ontem, dia 23 de julho, e também não tivemos resposta”, disse Marlede.

A presidente da APLB afirmou que a prefeitura havia se comprometido, em acordo homologado pela Justiça, a cumprir integralmente os pontos negociados até novembro do ano anterior, mas, até agora, apenas parte deles teria sido atendida.

“O governo tinha assinado conosco e com o Tribunal da Bahia que iria cumprir o acordo, mas até agora cumpriu apenas o enquadramento e as demais pautas ficaram sem resposta”, disse Marlede.

Assembleia de professores na APLB Feira
Foto: Divulgação / APLB

“Isso é vergonhoso para esse governo que está aí há 25 anos. O prefeito já destruiu tudo da gente, acabou com eleição direta para diretor da escola, agora, no final do ano, aumentou a alíquota da previdência e agora faz acordo e não cumpre”, completou a professora.

“Uma vergonha”

A dirigente sindical também aproveitou a entrevista para criticar a política salarial do município e afirmou que Feira de Santana paga aos professores um dos menores salários da região.

“Eu quero fortalecer aqui: esse é o pior salário que o prefeito José Ronaldo paga. Feira de Santana passa vergonha aqui na região, porque os municípios menores pagam salários melhores do que os de Feira, e aqui é um município grande, com comércio, indústria, tem tudo e não paga”, disse Marlede.

Assembleia de professores na APLB Feira
Foto: Divulgação / APLB

Além da paralisação de dois dias, a categoria decidiu recorrer novamente ao Tribunal de Justiça da Bahia, alegando descumprimento do acordo homologado judicialmente.

De acordo com Marlede, o sindicato entende que o município dispõe de recursos do Fundeb para atender às reivindicações da categoria.

“Vamos buscar o Tribunal da Bahia porque o governo não cumpriu o acordo. Quem não cumpre acordo também precisa ser penalizado. O dinheiro do Fundeb existe e pode ser utilizado para valorizar os professores”, concluiu a presidente da APLB.

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade

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