24 de July de 2026
operação policial
Foto: Rose Amorim / Ascom PCBA

Após a Operação Maní, deflagrada pela Polícia Civil no bairro Queimadinha, em Feira de Santana, os delegados da corporação destacaram a importância dessas ações para o combate à criminalidade.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o delegado Yves Correia, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin), informou que essas operações, que contam com o apoio das polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal e da Guarda Municipal, têm resultado em reduções de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e outras ocorrências. 

Então é aí onde está a maior importância dessas operações. Perceba que no ano passado a gente teve uma redução recorde. E neste ano a gente está fazendo a redução da redução. Essas operações que ocorrem nas diversas unidades aqui da Polícia Civil junto como os irmãos das outras forças têm dado esse impacto na sociedade, então é por isso a importância. O número de prisões também está aumentando cada vez mais e, por consequência, diminuindo os índices.”

Segundo ele, quanto mais prisões e operações, mais chances de haver redução no número de homicídios e outros crimes. Além disso, Yves Correia destacou que quando os policiais não estão de fato operando em campo, estão realizando levantamentos para as futuras operações. 

“As equipes não param 24 horas aqui em Feira”, disse o delegado. 

Delegado Yves Correia
Delegado Yves Correia | Foto: Ed Santos/ Acorda Cidade

Sobre a Operação Maní, Yves salientou o bairro Queimadinha como uma “área sensível”. Assim como chamou atenção para a Operação Maní, que resultou na apreensão de drogas e um cumprimento de mandado de prisão, o que “inquietou” a área. 

“Operar nessa área de forma constante é importante para que a gente mantenha o equilíbrio aqui da segurança pública.”

Questionado sobre a atuação de organizações criminosas, o delegado explicou que a imposição do medo é a principal ação desses grupos, especialmente para seus rivais. Ele também ressaltou a Lei das Facções, que determinou o aumento de penas para os condenados por esses crimes. 

“O que a gente percebe da maioria dos homicídios é essa guerra do tráfico, de grupos criminosos, um querendo invadir o território do outro, tomar, matar, para vender a sua droga e, ao mesmo tempo, delimitar o seu território. Lembrando que hoje você tem a Lei de Facção, que endurece as penas para esses indivíduos e que também é importante para o nosso trabalho. Então, os delegados já estão começando inclusive a representar com base nessa lei, uma vez que há claramente uma tentativa, pelo menos, de delimitação de território, e isso tem sido uma constante para a gente melhorar esses números.”

Atuação da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos

O delegado José Marcos, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), esclareceu que a delegacia também tem atuado por meio das operações integradas, que são contínuas, especialmente após o triplo homicídio que aconteceu no final de semana dos dias 11 e 12.

Quando a gente não está operando, a gente está preparando a próxima. Nesse momento mesmo, nós estamos com equipes trabalhando, tanto da inteligência quanto equipes de campo, preparando novas operações. Essa semana fizemos uma operação importante no bairro da Queimadinha. Teve recentemente ali uma guerra de facções, onde houve um triplo homicídio. E, diante desse quadro, foi feita uma reunião e foi determinado pelo nosso coordenador regional, dr. Rafael, e também pelo nosso diretor, dr. Yves, que a gente fizesse uma intensificação naquela área.”

Diante desse caso, a DRFR intensificou as investigações e operações, realizando a Operação Maní. Além da prisão, os policiais apreenderam drogas em uma residência e em um galpão desativado pela prefeitura, que antes servia para o cozimento de amendoim. Por estar abandonado, o local foi tomado pelos criminosos. 

O local trancado com corrente e cadeado, que foi colocado por eles mesmos, e dentro desse galpão havia uma grande quantidade de drogas. Então, nessa terça-feira, apreendemos cerca de 2.100 pinos de cocaína e mais uma quantidade de cerca de meio quilo também de cocaína em forma de tablete. É mais um baque que a Polícia Civil de Feira de Santana dá no tráfico de drogas, e combatendo o tráfico de drogas, automaticamente estamos poupando vidas. Porque a grande maioria dos homicídios hoje está relacionada ao tráfico. Temos hoje no Brasil um grande número de feminicídios de um lado, mas quando a vítima é homem, normalmente está relacionado ao tráfico de drogas.”

Por fim, ele também chamou atenção para redução nos índices de homicídios em Feira de Santana, fato que ele relaciona ao trabalho conjunto das polícias e delegacias do município. 

“É essencial essa ligação entre as especializadas na 1ª Coorpin.”

O delegado Rafael Almeida, coordenador regional da 1ª Coordenadoria de Polícia do Interior (1ª Coorpin), também afirmou que a atuação das delegacias, como a Delegacia de Homicídios (DH) e a DRFR, é importantíssima e essencial, bem como destacou a redução no número de homicídios. 

A gente avaliou as ações do primeiro semestre e, como é de conhecimento da população, nós reduzimos índices de homicídios. Mais uma vez reduzindo do que já estava reduzido. Hoje, inclusive, teremos outra reunião para alinhar as ações das especializadas. A gente avaliou o primeiro semestre e vem alinhando essas ações que recentemente culminaram com essas operações no bairro da Queimadinha, onde recentemente tivemos um duplo homicídio. Então, é essencial essa ligação entre as especializadas na 1ª Coorpin.”

De acordo com Rafael, as apreensões realizadas nessas operações podem auxiliar nas investigações, especialmente para identificar outros suspeitos. 

Através da ação da Furtos, que denominou a Operação Maní naquela área da Queimadinha, onde usavam um galpão que era usado antigamente para cozinhar amendoins, esse galpão estava, de certa forma, sob domínio de um determinado grupo criminoso da área, a força policial adentrou e já encontrou ali grande quantidade de droga e equipamentos relativos à distribuição de droga. Diante disso, as investigações vão avançar e com certeza a gente vai chegar aos indivíduos e retirá-los do convívio social.”

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade

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