
Os riscos do uso indiscriminado das canetas emagrecedoras é o tema do mais novo podcast do Acorda Cidade. Durante o bate-papo, a médica nutróloga Anne Sthefany Costa, que também atua nas áreas de Medicina do Sono e Medicina Sexual, desvenda os impactos dessas substâncias na saúde, quando consumidas sem a prescrição e acompanhamento médicos.
“Não estamos aqui para dizer que as canetas emagrecedoras são vilãs. Mas como as pessoas têm usado? E isso é o fator que tem impactado muito a qualidade de vida”, aborda durante a entrevista.
Para a especialista, a perda de peso está intimamente ligada a diversos aspectos emocionais e mudanças no estilo de vida, fatores que podem influenciar diretamente o sucesso do tratamento.
“Não estamos aqui só para falar se a caneta é boa ou ruim e quais são os perigos, mas principalmente para fazer você enxergar o lugar do peso e da autoestima, que fala muito mais da forma como você busca e tem encarado o peso na sua vida. Como você tem feito qualquer coisa por ele. O que você é capaz de fazer para perder peso? E o que você é capaz de perder na sua qualidade de vida para perder peso? O que isso diz sobre você? Talvez esse seja o ponto mais importante”, pontua.

O uso indiscriminado das canetas emagrecedoras também pode estar ligado à cultura da alta performance, tema do podcast com a psicóloga Marina Queiroz. O padrão estético impulsionado pelas redes sociais conduz muitas pessoas a buscarem uma perda de peso acelerada e assim obterem maior engajamento.
“Um dia você tira uma foto e uma semana depois você já está de outro jeito. Um mês depois você está de outro. Mas quando você tira essa caneta sem ter modificado seus processos, tudo aquilo volta e você se torna escravo. E como hoje existe uma facilidade desse mercado, principalmente por toda esta venda ilícita, sem um acompanhamento adequado, vamos encontrar as consequências disso”, alertou.
Outro ponto chave para compreender a importância do acompanhamento especializado durante o uso das substâncias emagrecedoras são os riscos que os pacientes têm de apresentarem efeitos colaterais severos como vômitos, enfraquecimento muscular, flacidez da pele, queda de cabelo, problemas ósseos e sintomas associados à depressão.
“Muitas pessoas estão buscando uma compensação pela própria vida, por vários motivos, e busca algo milagroso. (…) O sistema da fome no cérebro está intimamente associado ao sistema de prazer e recompensa, que é o da alegria, da dopamina, e quando eu bloqueio isso, aquela informação não passa mais. Aquilo que já não trazia mais motivação, e o último fator era a comida, eu perdi. Qual a vontade que eu tenho de viver agora? E vou buscar minha felicidade aonde? Eu passo a pensar que minha vida acabou, e os pensamentos negativos vão tomando conta.”
🎧 Assista ao episódio completo, que já está disponível nas principais plataformas de áudio. Ouça agora abaixo:
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