30 de July de 2026
Parque Náutico
Foto: Divulgação/ Secom

O projeto do Parque Náutico do Rio Jacuípe começou oficialmente a sair do papel nesta quinta-feira (30), com a assinatura do contrato entre a Prefeitura de Feira de Santana e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A instituição será responsável pela elaboração dos estudos técnicos, econômicos, jurídicos e ambientais que vão definir a viabilidade do empreendimento.

O projeto prevê a implantação de um parque às margens do Rio Jacuípe, na região da BR-116 Sul. O espaço deverá reunir equipamentos voltados ao lazer, ao turismo, aos esportes náuticos, à gastronomia e à realização de eventos, além de contemplar ações de preservação ambiental e de revitalização do rio.

Durante o evento, o prefeito José Ronaldo contou ao Acorda Cidade que a iniciativa representa um sonho antigo da cidade e destacou que a contratação da FGV marca o início de um projeto de grande porte.

“Esse é um sonho de uma cidade, de um povo e de toda uma região. Demos o pontapé inicial ao contratar a Fundação Getúlio Vargas, que nos dá tranquilidade e segurança para elaborar um projeto de excelência”, afirmou.

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, o município vai investir R$ 2,9 milhões na elaboração dos estudos. Depois disso, será realizado o processo de concessão para que a empresa fique responsável pela construção, operação e manutenção do parque.

O projeto prevê a implantação de restaurantes, áreas para eventos, quadras esportivas, píeres flutuantes, estacionamento para embarcações, espaços destinados à prática de esportes náuticos e um complexo multiuso. A proposta também contempla intervenções voltadas à recuperação ambiental do Rio Jacuípe.

Ainda segundo Carlos Brito, os estudos começam imediatamente e devem ser concluídos em cerca de 18 meses a dois anos.  De acordo com o coordenador de projetos da FGV, Felipe Bittencourt, a primeira etapa do projeto é entender as necessidades do município.

“A primeira etapa é entender o que o município precisa e qual é a demanda para cada serviço. Depois vêm os estudos econômicos, financeiros, jurídicos e ambientais, seguidos das consultas públicas e da licitação”, explicou.

O parque será aberto ao público. Os visitantes pagarão apenas pelos serviços utilizados, como restaurantes, eventos esportivos ou culturais e outras atividades oferecidas no local. 

Representantes do setor empresarial e turístico comemoraram a iniciativa. O presidente do Sindicato dos Hotéis e Restaurantes de Feira de Santana, Getúlio Andrade, afirmou ao Acorda Cidade que o empreendimento deverá impulsionar a economia regional por meio da geração de empregos, atração de investimentos e fortalecimento do turismo.

“A economia será fortemente impactada, com geração de empregos, lazer, entretenimento, além dos investimentos que serão trazidos para cá. Então, é o famoso “ganha-ganha”. Esse slogan, entre aspas, negativo de que a cidade não tem lazer será jogado por terra em um futuro bem próximo. Seremos, sim, muito impactados positivamente.”

Já o presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Genildo Melo, definiu o projeto como um “divisor de águas” para o município e destacou o potencial para atrair novos negócios e ampliar a oferta de empregos. “Entendo que uma obra dessa magnitude trará muito mais visibilidade para Feira de Santana, mas, sobretudo, atrairá novos negócios”, afirmou.

O presidente da Associação Náutica da Bahia, Santiago Campo, também avaliou positivamente a proposta. Segundo ele, o empreendimento poderá tornar o interior do estado como referência no turismo náutico.

“O projeto vai fortalecer muito o interior da Bahia como referência da náutica. Porque a náutica não abrange só lancha, tem veleiro, jet ski e caiaque. Então, é um mercado muito grande e você pode aproveitar muito isso na preservação também do meio ambiente. Vai levar cultura, além do esporte e da educação.”

Já o cantor Thiago Aquino, que também estava presente no evento, afirmou que Feira de Santana precisava de um projeto dessa dimensão e acredita que o parque contribuirá para projetar o município nacionalmente, além de ampliar as opções de lazer para a população.

“Eu, que sou acostumado a rodar muito por aí, nunca vi algo tão grandioso. É uma felicidade imensa saber que Feira de Santana vai ter um projeto tão gigantesco e poder levar o nome da nossa Feira de Santana para o Brasil todo. Eu estou muito feliz. Até brinquei ali, falei: “Ó, já tem lugar para a gente fazer o nosso terceiro, quarto Serestão”. Adoro jet ski. Já são quase cinco anos que sou apaixonado por esse esporte.”

A expectativa da Prefeitura é que, após a conclusão dos estudos e do processo licitatório, o empreendimento seja implantado por meio de uma parceria com a iniciativa privada, com potencial para gerar mais de mil empregos, segundo o prefeito, e transformar a região do Rio Jacuípe em um novo polo turístico e de lazer.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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