
Uma ampla força-tarefa foi deflagrada nesta segunda-feira (3), em Salvador e na Região Metropolitana, com um objetivo que vai além da apreensão: localizar veículos de origem criminosa, identificar seus legítimos proprietários e promover a devolução dos bens. A nova etapa da segunda edição da Operação Ressonância intensifica o enfrentamento e a repressão qualificada ao crime de receptação, atingindo também estruturas envolvidas em roubos, furtos, clonagens e adulterações veiculares.
A ação reúne, de forma integrada, equipes da Polícia Civil da Bahia, Polícia Militar da Bahia, Departamento de Polícia Técnica, Polícia Rodoviária Federal e Departamento Estadual de Trânsito da Bahia. Ao longo dos próximos dias de agosto, serão realizadas abordagens, fiscalizações, investigações de Polícia Judiciária, inspeções técnicas e perícias veiculares na capital baiana e na RMS.
Durante as averiguações, as equipes atuarão com apoio de inteligência integrada, bases de dados e recursos tecnológicos capazes de auxiliar na identificação de adulterações em placas, chassis, motores e sistemas eletrônicos. O trabalho técnico também permitirá reunir elementos para a responsabilização criminal de receptadores, adulteradores e demais envolvidos na circulação ilegal desses veículos.
Mais do que retirar veículos ilícitos das ruas, a Operação Ressonância busca interromper uma cadeia criminosa que começa no roubo ou no furto, passa pela adulteração e encontra sustentação no mercado da receptação. Cada veículo recuperado pode representar a identificação de outros envolvidos, a interrupção de novos crimes e, sobretudo, a restituição de um patrimônio que muitas vítimas já não esperavam reaver.
Resultados da primeira edição
Realizada entre 28 de outubro e 7 de novembro de 2025, a primeira edição da Operação Ressonância terminou com 228 veículos apreendidos. Desse total, 145 estavam relacionados a ocorrências de receptação, furto ou roubo e 80 apresentavam adulterações em sinais identificadores, como placas ou chassis. A atuação integrada também resultou em 21 prisões.
No processo de restituição, 145 veículos já haviam sido devolvidos aos proprietários, enquanto outros 52 — 38 motocicletas e 14 automóveis — foram considerados aptos para entrega no Dia D da operação. Outros 31 permaneciam aguardando a conclusão dos procedimentos de identificação.
O resultado consolidou a Ressonância como uma estratégia permanente de recuperação patrimonial e demonstrou que o trabalho articulado entre investigação, policiamento ostensivo, fiscalização de trânsito e perícia amplia a capacidade do Estado de localizar veículos ilícitos e devolvê-los a quem realmente pertencem.
Em 2026, a segunda edição já percorreu municípios do interior da Bahia e identificou veículos com sinais de adulteração ou restrições criminais. Com a chegada da operação a Salvador e à Região Metropolitana, as forças de segurança ampliam o cerco ao mercado ilegal e reforçam uma mensagem direta: quem compra veículo de origem criminosa alimenta a cadeia de roubos e furtos e também será alcançado pelas ações policiais.
Os resultados desta nova etapa serão consolidados e divulgados no decorrer da operação.
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