5 de August de 2026
Projeto da Ponte Salvador-Itaparica
Ilustração Projeto da Ponte Salvador-Itaparica – Foto: Reprodução Governo da Bahia

Todos os detalhes sobre a construção da Ponte Salvador-Itaparica foram esclarecidos pelo secretário Mateus Dias na manhã desta quarta-feira (5) em uma agenda especial no canteiro de São Roque do Paraguaçu, considerado “o coração industrial do projeto”. Também participou da visita técnica guiada para a imprensa o engenheiro responsável pela obra, Francisco Miguel.

Com um investimento estimado em R$ 11,6 bilhões — dos quais R$ 3 bilhões saem do caixa da União —, o governo federal deu início simbólico, no início de julho, às obras da ponte que ligará Salvador à Ilha de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos. A estrutura, que será a maior ligação sobre o mar da América Latina com seus 12,4 quilômetros de extensão, tem previsão de entrega em 2031 e exigirá um cronograma de cinco anos de construção. Executada em regime de Parceria Público-Privada (PPP) por um consórcio liderado pelas gigantes chinesas CCCC e CCECC, a megaponte demandará, em seu pico, cerca de 7 mil trabalhadores e exigirá soluções de engenharia de ponta, como uma plataforma operacional sobre a água inédita no continente e mastros que ultrapassarão os 200 metros de altura.

Projeto da Ponte Salvador - Itaparica
Foto: Divulgação/Projeto

A magnitude do empreendimento, porém, não se mede apenas por seus números gigantescos. A nova rota promete encurtar em até duas horas o trajeto entre a capital e o sul do estado, e a expectativa oficial é que o projeto beneficie diretamente cerca de 10 milhões de pessoas em aproximadamente 250 municípios baianos — o que equivale a cerca de 70% da população do estado. Para além da mobilidade, a ponte é encarada como um vetor de desenvolvimento para o turismo, o escoamento da produção e a integração econômica do Recôncavo e do Baixo Sul. Nem mesmo o governo, contudo, ignora os riscos: ao lançar a obra, o presidente Lula fez um alerta contundente contra a especulação imobiliária na ilha, pedindo que o crescimento não desaloje os moradores tradicionais em nome do progresso.

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