6 de August de 2026
emergência do Hospital da Mulher
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O Complexo Materno Infantil do Hospital da Mulher, em Feira de Santana, recebeu uma visita técnica da Prefeitura para apresentar a estrutura da unidade, os indicadores de assistência e as recentes ampliações dos serviços. Durante a visita, a presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, destacou que o Complexo recebe pacientes de mais de 82 municípios e é referência na assistência materno-infantil da região.

Visita técnica- Hospital da MulherHospital da Mulher
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Segundo Gilberte, o complexo oferece muito mais do que atendimento obstétrico. “Quando a gente fala de Complexo Materno Infantil, a gente não tá falando só de gestante na emergência, mas a gente tá falando daquele atendimento pediátrico, do atendimento de saúde da mulher, do pós-parto, então de todo um acompanhamento”, afirmou.

Gilberte Lucas
Gilberte Lucas | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Atendimento e regulação

A presidente esclareceu que o Hospital da Mulher funciona como porta aberta para as gestantes de Feira de Santana, encaminhadas pela atenção básica. Já os pacientes dos municípios pactuados devem ser regulados pela Central de Regulação.

No entanto, ela afirmou que a unidade também recebe gestantes sem regulação em situações de urgência.

“A gente acaba recebendo muita gestante de outros municípios sem a regulação, que a gente acaba atendendo também, já que nós entendemos que é uma urgência e emergência e precisa ser atendida.”

Hospital da Mulher
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Até 70 mil atendimentos por mês

De acordo com Gilberte Lucas, as sete unidades que compõem o complexo realizam entre 60 mil e 70 mil atendimentos mensais, contando com consultas, exames laboratoriais e atendimentos especializados. “A gente pode dizer aí que tem de 60 a 70 mil atendimentos.”

Custos

A presidente informou que aproximadamente 85% dos recursos utilizados para manter o Complexo Materno Infantil vêm do próprio município. Segundo ela, a produção do Sistema Único de Saúde (SUS) não é suficiente para cobrir os custos.

“Hoje a gente pode considerar que 85% do recurso para manter o Complexo Materno Infantil é recurso próprio do município de Feira de Santana. Quanto é que a tabela SUS paga uma consulta com o neuropediatra? R$ 11,00. Um parto, R$ 530,00.”

Hospital da Mulher
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade
 Complexo Materno Infantil do Hospital da Mulher
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Ampliação da estrutura

Entre os investimentos apresentados estão a ampliação das enfermarias, da emergência e do laboratório. Também está sendo implantada uma sala de coleta infantil, além da ampliação da recepção e da informatização completa do laboratório.

“A gente tá montando uma sala de coleta infantil, ampliando a parte de atendimento da recepção e informatizando 100% do laboratório com os resultados dos exames via internet”, informou.

Indicadores

Em entrevista ao Acorda Cidade, o diretor médico do Hospital da Mulher, Vinícius Marques, afirmou que o acompanhamento dos indicadores assistenciais é fundamental para melhorar a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.

“Os indicadores são um espelho da nossa assistência, do que o hospital tem feito pelos pacientes e das potenciais mudanças que a gente pode fazer para melhorar isso. Se as taxas de infecção estão baixas, isso significa que as medidas sanitárias do hospital estão muito boas. Se esses indicadores elevam, a gente consegue identificar o que aconteceu, tratar e resolver”, afirmou Vinícius.

 diretor médico do Hospital da Mulher, Vinícius Marques
Diretor médico do Hospital da Mulher, Vinícius Marques | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

O diretor também comentou sobre o atendimento em casos de vaga zero, ou seja, quando garante atendimento ao paciente mesmo quando não há leitos disponíveis, mesmo que acabe impactando a unidade.

“Vaga zero é lei, e contra a lei não tem o que possamos fazer. Os pacientes precisam ser atendidos e são atendidos independente de qualquer coisa. Esse paciente opera, mas na falta de leito não tem para onde ser encaminhado. É um paciente que fica em sala. Isso desloca equipe profissional, médico obstetra, pediatra, anestesiologista, enfermeiro e circulante de sala.”

Vinícius ainda afirmou que, quando há necessidade de internação em UTI neonatal, a falta de disponibilidade de leitos não contribui para a qualidade de atendimento aos pacientes.

“Isso além de comprometer a assistência pontualmente para esse paciente, também compromete a qualidade da assistência para os demais pacientes, porque a gente tá falando de um profissional que fica sobrecarregado.”

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade

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