6 de August de 2026
amamentação
Foto: Greta Fotografia/Pexels

Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, é importante esclarecer informações equivocadas que ainda fazem parte da rotina de muitas famílias. Para ajudar a desmistificar algumas das principais crenças sobre a amamentação, o médico e naturopata Áureo Augusto explica o que a ciência e a experiência clínica mostram sobre o tema. Em seu canal do YouTube, o médico, que é referência em naturopatia no Brasil, traz dicas sobre o assunto e outras temáticas.

Apesar de ser reconhecida como a alimentação mais nutritiva e completa para o bebê nos primeiros meses de vida, a amamentação ainda é cercada por mitos que podem aumentar a insegurança das mães. Segundo Áureo Augusto, informações de qualidade, acompanhamento profissional e uma rede de apoio são fundamentais para tornar esse processo tão intenso mais tranquilo. Confira alguns dos equívocos mais comuns sobre o aleitamento materno.

Mito 1: “Meu leite demorou a descer. Meu bebê vai passar fome.”

A demora na chegada do leite costuma gerar preocupação nos primeiros dias após o parto, mas nem sempre representa um problema. Segundo Áureo Augusto, o processo é natural e o recém-nascido nasce com reservas de gordura capazes de suprir as necessidades nesse período inicial. “O principal estímulo para que o leite venha é justamente o bebê sugar o peito. Quanto mais cedo e com maior frequência ele for estimulado a mamar, maior tende a ser a produção do leite”, explica.

Mito 2: “Existe leite materno fraco?”

Essa é uma das crenças mais difundidas sobre a amamentação, mas não encontra respaldo científico. O leite materno é considerado um alimento completo e fornece todos os nutrientes necessários para o bebê até os seis meses de vida. Além disso, sua composição se adapta às necessidades da criança ao longo do desenvolvimento. Mesmo mulheres com alimentação inadequada costumam produzir leite de qualidade, exceto em situações extremas de desnutrição grave.

Mito 3: “Amamentar serve apenas para alimentar o bebê.”

Engana-se quem acredita que nutrição é a única vantagem da amamentação. O contato físico fortalece o vínculo entre mãe e filho e favorece o desenvolvimento emocional da criança. O leite materno também contribui para a formação de uma microbiota intestinal saudável, fortalece o sistema imunológico e auxilia no desenvolvimento adequado dos maxilares, da arcada dentária e da fala.

Mito 4: “Quando o leite demora a vir, não há nada que possa ser feito.”

Embora a sucção frequente do bebê seja o principal estímulo para a produção do leite, alguns hábitos podem contribuir para esse processo. Áureo Augusto recomenda que a mãe mantenha uma boa hidratação, adote uma alimentação natural rica em frutas, legumes e alimentos integrais e conte com acompanhamento profissional durante o período de amamentação.

O naturopata também cita práticas tradicionalmente utilizadas na naturopatia, como o consumo de mingau de aveia, chás específicos e chá de folhas de algodão, sempre como medidas complementares e individualizadas, que não substituem a orientação dos profissionais de saúde.

Mito 5: “A amamentação depende apenas da mãe.”

Para o especialista, o sucesso da amamentação também passa pela rede de apoio. O puerpério é marcado por intensas mudanças físicas e emocionais, e o suporte do parceiro, familiares, amigos e profissionais de saúde pode fazer toda a diferença.

“Antigamente era comum que vizinhas e familiares ajudassem a mulher nos primeiros dias após o parto. Hoje, especialmente nas grandes cidades, é importante que essa rede seja construída. Conversar com pessoas de confiança, participar de grupos de puérperas e buscar apoio na Estratégia Saúde da Família são atitudes que fortalecem a mãe e, consequentemente, a amamentação”, conclui Áureo Augusto.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.