
Mais da metade dos estudantes baianos de 13 a 17 anos (52,5%) afirmou que mães, pais ou responsáveis não verificavam se os deveres de casa haviam sido feitos. O dado é da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada na última quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revela também, que essa situação era ainda mais frequente entre alunos da rede privada (64,4%) do que da rede pública (50,5%).
Outro indicador apresentado pelo IBGE mostra que 20,2% dos estudantes dessa faixa etária na Bahia disseram ter faltado às aulas sem a permissão dos responsáveis. Na rede pública, esse percentual chegava a 21,6%, quase o dobro do registrado entre estudantes da rede particular, onde a proporção foi de 11,7%.
Os dados foram divulgados às vésperas do Dia do Estudante, celebrado neste 11 de agosto, e fazem parte de um panorama sobre a educação no estado elaborado pelo IBGE com base na PeNSE 2024 e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC).
A maioria pretende estudar e trabalhar após o Ensino Médio
Em relação aos planos para o futuro, 61,5% dos estudantes baianos de 13 a 17 anos afirmaram que pretendem continuar estudando e trabalhar após concluir o Ensino Médio. O percentual é semelhante ao observado no Brasil (62,7%).
Outros 8,0% disseram que desejam apenas continuar os estudos, enquanto 12,7% pretendem somente trabalhar. Já 10,3% informaram que têm outros planos para o período após a conclusão da educação básica.
Bahia tem o quarto maior número de estudantes do país
Segundo a PNADC 2025, a Bahia possuía 4,103 milhões de estudantes, o quarto maior contingente entre os estados brasileiros.
Desse total, 2,126 milhões (51,8%) eram mulheres, 3,325 milhões (81,0%) eram pessoas pretas ou pardas e 3,079 milhões (75,0%) frequentavam instituições da rede pública de ensino.
Escolarização é quase universal entre crianças de 6 a 14 anos
Entre as crianças de 0 a 5 anos, 634 mil frequentavam escola ou creche, o equivalente a 63,7% da população nessa faixa etária. A Bahia registrou a quarta maior taxa de escolarização do país para esse grupo, acima da média nacional, de 61,0%.
Na faixa de 6 a 14 anos, correspondente ao Ensino Fundamental, a frequência escolar era praticamente universal. Ao todo, 1,839 milhão de crianças e adolescentes estudavam, o que representava 99,5% da população nessa idade, mesmo percentual registrado no Brasil.
Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, idade típica do Ensino Médio, havia 663 mil estudantes na Bahia. A taxa de escolarização era de 93,3%, a décima maior entre os estados e praticamente igual à média nacional (93,2%).
Ensino Superior ainda alcança menos de um terço dos jovens
Na população de 18 a 24 anos, faixa etária em que, em princípio, os jovens deveriam estar cursando o Ensino Superior, 457 mil baianos estudavam em 2025. A taxa de escolarização era de 29,9%, ocupando a 17ª posição entre os estados e ficando abaixo da média brasileira, de 31,5%.
Entre as pessoas com 25 anos ou mais, havia 510 mil estudantes na Bahia. A taxa de escolarização desse grupo era de 5,2%, a 12ª maior do país e praticamente igual à média nacional, de 5,1%.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.