
O número de mortos no terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) já passa de 220. Como divulgado pelo Acorda Cidade, o tremor de magnitude 7,4 atingiu o oeste do país, deixando mais de 500 feridos, derrubando prédios e provocando danos em várias cidades.
De acordo com informações do g1, hospitais e outras estruturas foram danificados e moradores ficaram presos sob os escombros. Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o terremoto foi o mais forte registrado na Colômbia no século 21.
Equipes de resgate e voluntários vasculharam os escombros em busca de sobreviventes. Já alguns moradores se reuniram diante das casas danificadas.
O maior número de vítimas parece estar concentrado Risaralda, que faz parte da região cafeeira do país. Pereira, capital do departamento, registrou danos extensos. Equipes de resgate seguem procurando sobreviventes nos edifícios que desabaram.
Até o fim da tarde de segunda (10), 60 pessoas morreram apenas em Pereira, apontou a Associação de Cidades Capitais da Colômbia (Asocapitales).
Em meio à destruição e as preocupações, o colombiano Saul Paz Martinez, de 69 anos, acreditava que a casa não resistiria caso o tremor durasse mais alguns segundos.
“Se tivesse durado mais cinco segundos, acho que não teria sobrado nada. Acho que realmente chegamos ao limite da resistência”, contou Martinez.
Saul, morador da cidade de Cali, estava na sala de jantar com a mulher, o filho e uma amiga da família quando o terremoto começou. Ao notarem que os tremores ficaram mais fortes, todos correram para o local que consideravam mais seguro nas proximidades.
“Os danos são enormes, muitos feridos, certamente algumas mortes, eu já sei de algumas. Agora esperamos que aqueles que podem ajudar, não só nós, mas as pessoas mais vulneráveis, o façam, porque isso faz parte do humanismo que todos devemos ter”, afirmou.
Juan Carlos Osorio falou à Caracol Television que o desabamento de um prédio “soou como uma bomba”. Ele ajudou a retirar os destroços de uma estrutura que desabou, também em Cali.
“Todos nós, vizinhos, estamos trabalhando juntos, formando correntes humanas. Precisamos de equipamentos pesados. Há muitas pessoas presas.”
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