12 de August de 2026
USF do Aviário interrompe atendimento por dois dias para receber melhorias
Foto: Divulgação

Após as reclamações sobre a marcação de exames e consultas pelo aplicativo Mais Saúde, o secretário de Saúde de Feira de Santana, Rodrigo Matos, afirmou que também é possível realizar as marcações de forma presencial, nas unidades de saúde do município. 

O secretário participou da edição desta terça-feira (11) do programa Acorda Cidade e explicou como o aplicativo funciona. Segundo ele, aqueles que tiverem mais dificuldade com a tecnologia podem se dirigir ao atendimento presencial. 

Por saber que nem todo mundo tem habilidade, algumas pessoas têm embaraço com tecnologia, a gente deixa claro que o aplicativo veio para facilitar, mas não é a única forma da pessoa cadastrar o seu exame, a sua consulta. O atendimento presencial é uma possibilidade para aquela pessoa que não tem celular, ou que tem celular e tem problema com a internet, ou que não consegue realmente baixar o aplicativo.”

De acordo com Rodrigo, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e postos de saúde receberam um comunicado, com informações sobre o atendimento presencial, deixando claro que os pacientes podem buscar a unidade para receber ajuda e realizar as marcações. 

Eu mandei uma orientação técnica que nós fizemos no mês passado para 100% dos nossos administrativos, onde a gente deixa claro que o aplicativo é uma alternativa e que a pessoa tem o direito de chegar com aquela guia, que é a solicitação médica, no administrativo, no posto, e cadastrar. A gente dá alternativas. É uma possibilidade de cadastrar no posto ou, se ele preferir, se ele tiver tranquilidade e facilidade, cadastrar no aplicativo.”

A orientação foi dada após ouvintes do Acorda Cidade relatarem que estiveram em postos de saúde e foram aconselhados a utilizar o aplicativo. 

Secretário de Saúde Rodrigo Matos
Foto: Divulgação/ Kaio Ílic

A gente quer que oriente o aplicativo no sentido de dizer que existe o aplicativo e que é uma facilidade, mas nenhum trabalhador da Unidade Básica de Saúde pode se negar a inserir o exame no sistema da própria Unidade Básica de Saúde. Então, é um esclarecimento importante. Se alguém fizer isso, está fora da orientação que é dada pela gestão e pode procurar a Secretaria de Saúde, que a gente não vai ter problema em reorientar e corrigir, se for necessário, uma atitude como essa.”

Além das UBSs, o secretário disse que o Conselho de Saúde e agentes comunitários receberam o comunicado, para que todos fossem alertados sobre a iniciativa. No entanto, ele destacou que o objetivo do aplicativo é facilitar o acesso.

Nosso compromisso é justamente com a orientação e, obviamente, com a facilidade do acesso, então o aplicativo é criado para facilitar, assim como tem queixas e só chegam queixas. A gente está vendo o copo meio vazio, e o copo meio cheio, ninguém enxerga, porque é mais fácil alguém ligar e reclamar, obviamente, de um direito que não lhe foi assegurado, do que uma pessoa que teve seu direito assegurado e foi facilitado pelo aplicativo.”

Questionado sobre o caso de uma ouvinte que marcou uma consulta de ortopedia pelo aplicativo e posteriormente foi informada de que a clínica não fazia mais parte do convênio com a prefeitura, Rodrigo afirmou que se trata de um problema manual, e não automático. 

Não foi o município que descredenciou. Por mudanças societárias e da estratégia de negócio da clínica, ela acabou fechando e não oferecendo mais serviço ao SUS. Então ela cai num lugar onde precisa alguém regular de forma manual, não é automática. A gente tem como inativar, está no processo de inativação. É uma questão de transição, rescinde no sistema o contrato com a clínica, e ela some.”

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