
Foi lançada na terça-feira (11), a campanha de votação para escolha do nome da futura Universidade Federal, com sede em Feira de Santana. Poderão participar da consulta pública residentes de Feira de Santana e também de outros municípios que fazem parte do Portal do Sertão, Bacia do Jacuípe e Região do Sisal.
A votação será online e segura, a fim de garantir a participação de todos, por meio de um link do Instagram @federalemfeira ou acessar diretamente o link do formulário no Forms. A votação inicia nesta quarta-feira (12) e vai até o dia 18 de agosto.
Três opções de nomes estão na disputa
São eles:
- UFIB (Universidade Federal de Inovação da Bahia)
- UFPS (Universidade Federal do Portal do Sertão)
- UFESBA (Universidade Federal do Sertão da Bahia).
Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente do Instituto Pensar Feira, Edson Piaggio, ressaltou que a escolha do nome da nova universidade faz parte de um processo democrático e de uma estratégia de mobilização da sociedade civil organizada para concretização desse projeto.

“Nós estamos querendo que essa universidade já saia exatamente com esse sentido democrático, em que toda a sociedade possa participar”, enfatizou.
O presidente da comissão especial que coordena a campanha para definir o nome da Universidade Federal, professor Fábio Lora, informou que mais de 50 instituições fazem parte do grupo e participaram da escolha dos três nomes sugeridos.

“O projeto está em andamento e, tecnicamente, nós estamos com o projeto bem definido. Nossos pilares estão firmes, e agora a gente busca; a gente busca também esse engajamento de toda a comunidade e dos políticos também. Nós temos 40 anos com a intenção de termos uma universidade federal aqui. Ganhamos força e energia nesses últimos cinco anos e viemos trabalhando bastante nessa nesse.”
O professor relembrou que o projeto nasceu a partir da implantação do campus da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).
“Tivemos o apoio do Ined, do Instituto Pensar Feira, para crescer, ganhar corpo nesse projeto. Nossa vocação é a primeira pergunta que o MEC fez para nós: ‘Qual a vocação dessa universidade?’. E nós fomos olhar para dentro, ver qual é a vocação de Feira de Santana. Nós temos o empreendedorismo, a logística, temos muita coisa em Feira de Santana. Então, o que precisa? Tecnologia e inovação. Então, acredito que essa seja a principal inovação, nossa principal vocação da nossa próxima universidade aqui.”
O professor Josué Melo, ex-reitor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), e presidente do Ined (Instituto de Educação e Desenvolvimento), que cedeu o espaço onde hoje funciona o Cetens/UFRB, destacou a importância de transformar o campus da UFRB no espaço da nova universidade federal.

“A importância é trazer uma universidade federal para servir a toda essa região do semiárido, a região do sertão, e contribuir definitivamente para consolidar o desenvolvimento de Feira de Santana. Desenvolvimento só ocorre a partir da educação, principalmente a educação superior. Nós estamos precisando aumentar as vagas para a população, vagas no ensino público, no interior do estado. E com essa doação, nós estaremos dando essa contribuição para ampliar o número de vagas.”
Ele citou que em Campina Grande, na Paraína, cerca de 36% da população em idade universitária (18 a 24 anos) estão no ensino superior. Em Feira de Santana, esse número cai para apenas 9%.
“Isso é de doer, de se preocupar! Qual será o futuro dessa cidade, dessa região? Então, o Ined quer contribuir para desenvolver a juventude e desenvolver a população. E outra coisa, nós sabemos também que todo desenvolvimento só ocorre a partir do desenvolvimento da inteligência humana. Precisamos ampliar as fábricas que fazem cérebros, porque é o cérebro o responsável pelo desenvolvimento.”
O vice-reitor da UFRB em Feira de Santana, Jackson Machado, afirmou que o campus foi instalado há 13 anos, e atualmente possui 12 cursos de graduação e quatro de pós-graduação.

“A nossa perspectiva é que esse projeto que está sendo trabalhado ao longo dos anos, é que permita que a região, os territórios tenham acesso ao financiamento direto pelo governo federal. Nós estamos falando que a cada R$ 1 milhão investidos na educação superior, R$ 3 ou 4 milhões se convertem em geração de emprego e renda.”
O vice-reitor contabiliza que 75% das matrículas realizadas atualmente de residentes do Território do Portal, do Sisal e da Bacia do Jacuípe estão no ensino privado.
“Quando olhamos para o Sisal e a Bacia do Jacuípe, o público chega a ser menos de 10% e no Portal, quando você junta a UFRB, Uefs e Uneb, chega em torno de 27%. A educação é um direito do povo e dever do Estado. Existe um processo de reparação histórica do governo do Estado brasileiro com o povo sertanejo, com a riqueza que existe aqui em nosso sertão, nosso semiárido, para que os talentos dos nossos jovens não fiquem limitados ao destino de ter nascido numa cidade do interior.”
Com informações do repórter Ney Silva, Acorda Cidade.
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