Com Bell, Xanddy e Psirico, Micareta de Jacobina reúne 120 mil pessoas

Informações do G1 – Depois de oito anos fora do calendário, a Micareta de Jacobina voltou a transformar as ruas do município em um grande circuito de música, cultura e celebração. Realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, a edição de 2026 reuniu cerca de 120 mil pessoas durante os três dias de programação, com média diária de 40 mil foliões, segundo balanço da organização.

Show de Bell Marques na Micareta de Jacobina. — Foto: Prefeitura de Jacobina
Moradores, turistas e visitantes de diferentes cidades do estado acompanharam a passagem dos trios elétricos pelas avenidas Orlando Oliveira Pires e Lomanto Júnior, em uma retomada marcada pela mistura entre grandes atrações, manifestações populares e símbolos da história cultural de Jacobina.
A abertura, na sexta-feira (31), deu o tom da festa. Bell Marques conduziu uma multidão ao som de sucessos que atravessam gerações, enquanto Psirico e Xanddy Harmonia reforçaram a presença do pagode baiano no circuito. A primeira noite também contou com apresentações de artistas locais e regionais, ampliando a diversidade musical da programação.
Nos dias seguintes, nomes como Timbalada, Olodum, Babado Novo, Tony Salles, O Kanalha, É o Tchan e Alinne Rosa mantiveram o ritmo da festa. Além dos trios elétricos, um palco recebeu apresentações de Lukas Lima, Nino Pisadinha, Simplicidade, Rei dos Faixas, Simone Morena e outros artistas.

Olodum leva ritmo e muita energia à Micareta de Jacobina. — Foto: Prefeitura de Jacobina
A programação foi pensada para reunir diferentes gerações e estilos musicais, com espaço para axé, samba-reggae, pagode, música percussiva e produções regionais. O resultado foi um circuito movimentado do início ao fim, com famílias, jovens e antigos foliões que voltaram às ruas para acompanhar uma das celebrações mais tradicionais do município.

Capoeira — Foto: Prefeitura de Jacobina
O retorno da folia também colocou em evidência manifestações que ajudam a contar a história de Jacobina. A Sociedade Filarmônica 2 de Janeiro, reconhecida como a terceira filarmônica mais antiga da Bahia ainda em atividade, participou da programação e representou a tradição musical centenária da cidade.

Filarmônica 2 de Janeiro de Jacobina, a terceira mais antiga da Bahia. — Foto: Filarmônica 2 de Janeiro.
Os Cãos de Jacobina, grupo folclórico conhecido pelas fantasias, pinturas corporais e encenações, também percorreram o circuito. A manifestação atravessa gerações e se consolidou como um dos principais símbolos da cultura popular do município. Outro destaque foi o retorno do Bloco Aurora, um dos mais tradicionais da cidade. A participação dos blocos históricos, da filarmônica e dos grupos folclóricos aproximou a edição de 2026 das antigas micaretas realizadas em Jacobina.