13 de August de 2026
apreensão da operação Nexus em Feira de Santana
Foto: Divulgação

O grupo criminoso alvo da Operação Nexus, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13), mantinha um esquema de venda e distribuição de armas e munições por meio de pedidos feitos pelo WhatsApp e entregas por delivery.

A investigação identificou que os materiais circulavam principalmente entre Feira de Santana, Salvador e Serra Preta. Ao todo, seis investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo e munições foram presos durante a ação.

Para a reportagem do Acorda Cidade, o delegado Thiago Costa, coordenador de operações do Departamento de Investigações Criminais (Deic), explicou que o esquema foi descoberto a partir da prisão em flagrante de um homem, em abril deste ano, no município de Simões Filho. Ele usava a identidade de motorista de aplicativo para transportar os materiais.

Delegado Thiago Costa, coordenador de operações do Departamento de Investigações Criminais (Deic)
Delegado Thiago Costa, coordenador de operações do Departamento de Investigações Criminais (Deic) | Foto: Ed Santos / Acorda Cidade

“Naquela ocasião apreendemos o celular dele e, com o aprofundamento das investigações, conseguimos identificar os integrantes do grupo criminoso e percebemos que todos eles são de Feira de Santana. Assim conseguimos solicitar a prisão e hoje deflagrou a operação para dar cumprimento a todos esses mandados”, explicou o delegado.

O modus operandi

O delegado Costa detalhou que os interessados entravam em contato pelo WhatsApp, um aplicativo de troca de mensagens instantâneas, informavam o tipo de munição que desejavam e recebiam o material por meio de entregas em domicílios, o famoso delivery.

“Eles já tinham o costume de fazer entrega mediante delivery. O que já está preso e que foi autuado em flagrante no mês de abril era o responsável pelo transporte. Ele se travestia de motorista do Uber e fazia o serviço, levando a munição daqui de Feira de Santana para Salvador, de Feira para Serra Preta, de Serra Preta para Feira”, disse.

Cinco prisões ocorreram em Feira de Santana e uma em Serra Preta. Segundo o delegado, a partir das investigações, o funcionamento do esquema chamou a atenção dos policiais pela facilidade com que os pedidos eram realizados e como os criminosos agiam livremente.

“Isso realmente chamou a atenção das forças de segurança por conta da facilidade com que esse tipo de munição circulava aqui em Feira de Santana. O cara ligava ou mandava mensagem pelo WhatsApp dizendo: ‘Eu estou precisando de munição de fuzil 556’. O cara fazia entrega assim com maior facilidade”, completou o delegado.

Desdobramento

A Polícia Civil ainda apura se o grupo utilizava redes sociais para realizar os pedidos e manter contato com clientes. Até a publicação desta reportagem, cinco celulares foram apreendidos durante a operação e serão analisados pelos investigadores.

“A gente não conseguiu ainda identificar, mas com o aprofundamento que vai haver uma segunda fase, obviamente com a apreensão dos aparelhos, pode ser que a gente perceba a comunicação também através das redes sociais”, disse Thiago Costa.

operação polícia
Foto: Divulgação

Em Feira de Santana, os mandados relacionados à operação foram cumpridos nos bairros Tomba e Subaé. De acordo com o delegado, um dos alvos continua foragido em Salvador.

A análise dos aparelhos apreendidos também pode contribuir para uma segunda fase da Operação Nexus e para a identificação de outros envolvidos no esquema.

Durante as diligências, também foram apreendidas:

  • três pistolas, sendo uma de calibre .40 e duas de calibre 9mm
  • cerca de 80 munições, incluindo duas de calibre 9mm,
  • quatro carregadores, sendo três comuns e um estendido
  • aproximadamente R$ 11 mil em espécie
  • uma máquina de cartão
  • aparelhos celulares e uma quantidade de maconha embalada em saco plástico.

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Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.

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