
O grupo criminoso alvo da Operação Nexus, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13), mantinha um esquema de venda e distribuição de armas e munições por meio de pedidos feitos pelo WhatsApp e entregas por delivery.
A investigação identificou que os materiais circulavam principalmente entre Feira de Santana, Salvador e Serra Preta. Ao todo, seis investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo e munições foram presos durante a ação.
Para a reportagem do Acorda Cidade, o delegado Thiago Costa, coordenador de operações do Departamento de Investigações Criminais (Deic), explicou que o esquema foi descoberto a partir da prisão em flagrante de um homem, em abril deste ano, no município de Simões Filho. Ele usava a identidade de motorista de aplicativo para transportar os materiais.

“Naquela ocasião apreendemos o celular dele e, com o aprofundamento das investigações, conseguimos identificar os integrantes do grupo criminoso e percebemos que todos eles são de Feira de Santana. Assim conseguimos solicitar a prisão e hoje deflagrou a operação para dar cumprimento a todos esses mandados”, explicou o delegado.
O modus operandi
O delegado Costa detalhou que os interessados entravam em contato pelo WhatsApp, um aplicativo de troca de mensagens instantâneas, informavam o tipo de munição que desejavam e recebiam o material por meio de entregas em domicílios, o famoso delivery.
“Eles já tinham o costume de fazer entrega mediante delivery. O que já está preso e que foi autuado em flagrante no mês de abril era o responsável pelo transporte. Ele se travestia de motorista do Uber e fazia o serviço, levando a munição daqui de Feira de Santana para Salvador, de Feira para Serra Preta, de Serra Preta para Feira”, disse.
Cinco prisões ocorreram em Feira de Santana e uma em Serra Preta. Segundo o delegado, a partir das investigações, o funcionamento do esquema chamou a atenção dos policiais pela facilidade com que os pedidos eram realizados e como os criminosos agiam livremente.
“Isso realmente chamou a atenção das forças de segurança por conta da facilidade com que esse tipo de munição circulava aqui em Feira de Santana. O cara ligava ou mandava mensagem pelo WhatsApp dizendo: ‘Eu estou precisando de munição de fuzil 556’. O cara fazia entrega assim com maior facilidade”, completou o delegado.
Desdobramento
A Polícia Civil ainda apura se o grupo utilizava redes sociais para realizar os pedidos e manter contato com clientes. Até a publicação desta reportagem, cinco celulares foram apreendidos durante a operação e serão analisados pelos investigadores.
“A gente não conseguiu ainda identificar, mas com o aprofundamento que vai haver uma segunda fase, obviamente com a apreensão dos aparelhos, pode ser que a gente perceba a comunicação também através das redes sociais”, disse Thiago Costa.

Em Feira de Santana, os mandados relacionados à operação foram cumpridos nos bairros Tomba e Subaé. De acordo com o delegado, um dos alvos continua foragido em Salvador.
A análise dos aparelhos apreendidos também pode contribuir para uma segunda fase da Operação Nexus e para a identificação de outros envolvidos no esquema.
Durante as diligências, também foram apreendidas:
- três pistolas, sendo uma de calibre .40 e duas de calibre 9mm
- cerca de 80 munições, incluindo duas de calibre 9mm,
- quatro carregadores, sendo três comuns e um estendido
- aproximadamente R$ 11 mil em espécie
- uma máquina de cartão
- aparelhos celulares e uma quantidade de maconha embalada em saco plástico.
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Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.
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