17 de August de 2026
Podcast com Ivys Correia
Foto: Kaio Vinicius/Acorda Cidade

O uso indevido das imagens de uma professora da rede particular de Feira de Santana para criação de vídeos pornográficos com Inteligência Artificial (IA) generativa acendeu o debate sobre os ‘deepfakes sexuais’.

De acordo com a vítima ‘faltou ar’, ao descobrir que fotos suas postadas nas redes sociais serviram para alimentar um ato explícito de humilhação, misoginia e ódio na internet. Quanto aos autores, foram descobertos: dois adolescentes, estudantes da unidade onde atua. Ambos serão responsabilizados, por meio da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) de Feira de Santana.

O uso das ‘deepfakes sexuais’, por meio de fotos, áudios e vídeos, para criação de conteúdos pornográficos e, posteriormente, sua disseminação na internet, funciona como arma de assédio, intimidação e exposição pública, sobretudo de mulheres, entre elas adolescentes e crianças. E este é justamente o tema do Podcast do Acorda Cidade lançado nesta segunda-feira (17).

Convidamos para o bate-papo o Coordenador Regional Leste da Polícia Civil da Bahia, o delegado Ivys Correia, que também é advogado especialista em Direito Público e Privado.

delegado Ivys Correia
Foto: Kaio Vinicius/Acorda Cidade

Durante a conversa, vamos entender do que se tratam as ‘deepfakes sexuais’, quais os prejuízos para as vítimas e como a Polícia Civil tem se debruçado para investigar e punir quem pratica.

“A deepfake é uma espécie de conteúdo sintético, um conteúdo manipulado, produzido por I.A., ou de alguma forma manipulado para poder justamente faltar com a verdade e expor aquelas pessoas. (…) Note que o crime contra a dignidade sexual não necessariamente você precisa ter contato físico, ele pode inclusive ser estabelecido de modo virtual e é o que acontece”, iniciou o delegado.

delegado Ivys Correia da Polícia Civil
Foto: Kaio Vinicus/Acorda Cidade

Yvis Correia confirma que com as redes sociais e o uso da IA generativa os casos têm se potencializado. No entanto, alerta que a internet, como muitos pensam, não é um território sem lei.

“Muitos pensam que vão ficar impunes ou que vão ficar no anonimato por estarem na internet, por estar no seu computador, às vezes até de outro estado, de outra localidade ou outro país. Mas hoje, cada vez mais, a Polícia Civil tem investido em tecnologia, inteligência e capacitação nos nossos servidores. Contamos com uma rede de inteligência forte, justamente para identificar e localizar esses autores onde quer que eles estejam.”

Delegado da Polícia Civil Ivys Correia
Foto: Kaio Vinicius/Acorda Cidade

🎧 Assista ao episódio completo, que já está disponível nas principais plataformas de áudio. Ouça agora abaixo:

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