
Na manhã desta segunda-feira (17), a Polícia Civil, por meio da 2ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, deflagrou novas ações da Operação Mobile 360º. As equipes fiscalizaram estabelecimentos especializados na venda, manutenção e assistência de celulares. O objetivo foi verificar a presença de aparelhos com restrição de furto ou roubo nos locais fiscalizados, a fim de coibir as práticas e devolvê-los aos seus legítimos proprietários.
De acordo com a delegada titular da 2ª DT, Danielle Mathias, as ações da Operação Mobile ocorrem desde a semana passada em Feira de Santana. E, no total, 40 aparelhos já foram recuperados, também devido ao disparo de mensagens em massa para pessoas em posse de celulares com restrições de furto ou roubo.

“Essa operação visa tanto essa recuperação como a entrega desses celulares aos legítimos proprietários, além de várias ações durante o ciclo de fiscalização a estabelecimentos comerciais, que fazem a venda e a troca de aparelhos celulares, para poder ver justamente se tem algum tipo de aparelho também com restrição, se na hora da venda há toda a documentação necessária.”
Como é feita a verificação dos aparelhos
A delegada explicou que, quando uma pessoa for comprar um celular, é importante verificar o estabelecimento, se está vendendo um celular na caixa e com a nota.
“A polícia vai identificar pelo número do IMEI, que é justamente o número do aparelho. Então, quando a pessoa registra uma ocorrência de que teve o seu celular furtado ou roubado, ela vai apresentar para a gente o número do telefone, e a gente vai consultar o número do IMEI.”

A titular da 2ª DT enfatizou a importância de comprar aparelhos com a nota fiscal.
“A gente percebe muitas lojas, hoje em dia, que vendem, trocam o aparelho, a pessoa deixa um usado e pega outro também usado. Então, é importante realmente ficar atento para que esse celular não tenha uma restrição. E sempre estar lembrando o valor de mercado. Quando a gente compra um celular com o valor de mercado abaixo, já temos que desconfiar que algo de errado existe ali, pois não estaria sendo vendido por aquele valor.”
A Operação Mobile verifica, além de celulares de procedência criminosa, a falsificação ou uso indevido de marcas.
“Essa operação é em relação a todo crime envolvendo o aparelho celular. Então, essas ações, inclusive, que têm acontecido de forma integrada entre a Polícia Civil e outros órgãos, também são para poder ver essa questão de aparelhos falsificados, que estão sendo vendidos como uma marca tal, mas que realmente não é daquela marca.”

Crime de receptação
Danielle Mathias destacou que comerciantes flagrados comercializando aparelhos celulares com restrição de furto ou roubo, além de pessoas que estão em posse deles, porém se recusam a entregar de boa-fé na delegacia, poderão responder pelo crime de receptação.
“Quando a gente manda essas mensagens e pede que a pessoa compareça espontaneamente à delegacia, a gente entende que ela está de boa-fé entregando o aparelho. Agora, a partir de quando a pessoa já tem conhecimento, porque recebeu a mensagem, e se negou a entregar esse aparelho na delegacia, ela pode sim estar respondendo por um crime de receptação.”
Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.
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