
Moradores do bairro Queimadinha, em Feira de Santana, estão sofrendo com uma série de transtornos que afetam a rua Goiás. Na lista de problemas estão o acúmulo de lixo e entulho, a falta de rede de esgotamento sanitário e as dificuldades de drenagem da água pluvial durante o período chuvoso.
Na manhã desta quinta-feira (20), a reportagem do programa Acorda Cidade esteve no local para conferir de perto a situação e foi possível constatar que a rua, que não possui saída, não conta com rede de esgotamento sanitário.

A dona de casa Francisca dos Santos afirmou para a reportagem que mora na região há mais de uma década e que a situação permanece problemática há muitos anos. Segundo ela, quando chove, a água percorre a via e segue por um canal sem estrutura adequada de drenagem.

“Eu moro aqui desde 2009 e desde quando eu já aqui na rua é desse jeito que você tá vendo. A prefeitura nunca aparece. Aqui tem muita muriçoca! Eu tenho que estar com inseticida direto”, disse a moradora.
Francisca ainda disse que, além de insetos, é fácil encontrar com certa frequência a presença de animais venenosos e até peçonhentos pela rua. A moradora revelou, inclusive, que já encontrou alguns deles dentro da própria casa.

“Eu já matei duas cobras dentro de casa. Uma era de duas cabeças. Já matei, matei muito rato também, tem muito rato aqui na rua”, disse a moradora Francisca para a reportagem do Acorda Cidade.

A reportagem também constatou a existência de um canal sem acabamento e com acúmulo de vegetação ao longo da rua, além da presença de animais de médio e grande porte, como um cavalo e até um porco nas proximidades. De acordo com o relato dos moradores, a área era conhecida anteriormente como Lagoa do Prato Raso e, atualmente, possui diversas ruas ocupadas por moradias.

Por fim, a moradora afirmou para o Acorda Cidade que algumas intervenções realizadas no local ajudaram parcialmente no escoamento da água, principalmente nos períodos de chuva mais intensa, mas, mesmo assim, os problemas continuam afetando quem vive no local.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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