25 de August de 2026
Colégio Gênesis
Foto: Divulgação

Famílias interessadas em conhecer a proposta pedagógica do Colégio Gênesis terão a oportunidade de participar, na próxima quarta-feira (26), às 19h, de uma reunião de pretensão de matrícula promovida por essa instituição em Feira de Santana. O tema foi abordado pelos diretores Antonio Jorge dos Anjos e Kenya dos Anjos durante participação na edição desta quinta-feira (20) do programa Acorda Cidade.

O casal de professores explicou que a reunião tem como objetivo apresentar o colégio às famílias, abordando desde a estrutura física da instituição até a proposta pedagógica, os projetos desenvolvidos e a rotina dos estudantes em sala de aula.

“Esse é um momento que nós proporcionamos para as famílias que têm interesse em matricular os seus filhos no colégio. É a oportunidade de a gente mostrar qual é a nossa opção pedagógica de trabalho, quais são os nossos projetos institucionais, como é o nosso dia a dia em sala de aula, enfim, qual é o jeito Gênesis de ser”, disse Antonio Jorge.

Dentre os projetos pedagógicos do Colégio Gênesis, estão:

  • Banquete de Leitura: coordenado pela área de Linguagens;
  • ComCiência e Educação: coordenado pela área de Ciências da Natureza;
  • Feira de Memórias: coordenado pela área de Ciências Humanas;
  • Movimentação Olímpica: grande carro-chefe da escola, voltado para a Educação Física e a integração com as demais áreas do conhecimento. Projeto que ultrapassou as fronteiras do país e foi apresentado em um congresso internacional na Espanha.
Entrada recepção Colégio Gênesis
Foto: Reprodução/ Google Street View

Sobre o colégio

A professora Kenya afirmou que a instituição, fundada em 1994, trabalha com foco no desenvolvimento humano e na aprendizagem significativa. Segundo ela, o colégio nasceu após a necessidade de colocar o filho mais velho em outra escola.

“Eu gosto muito de falar do Colégio Gênesis a partir de sua história, porque ela retrata fielmente quais são os objetivos dessa instituição. Em 1993, o nosso filho mais velho estava saindo de uma escola que só tinha na época até a quarta série, então nós tínhamos que procurar uma escola que tivesse a quinta série, que hoje é o sexto ano. E como tanto eu como o Jorge já trabalhávamos na universidade com formação de professores, nós acabávamos tendo um critério mais exigente nessa escolha.”

A partir disso, Jorge saiu de uma sociedade que fazia parte e decidiram criar o Colégio Gênesis. No início, a instituição contava com 152 alunos, do sexto ao nono ano. Atualmente, a escola tem turmas do sexto ano, no ensino fundamental II, até o terceiro ano, no ensino médio.

“Nós trabalhamos exclusivamente com a adolescência, fase considerada difícil para muitos, mas como nós já temos mais de 40 anos de experiência, a gente entende que é uma fase desafiadora, mas nós estamos aqui para sermos desafiados. Claro que de 1994 para cá muitas coisas aconteceram, muitas atualizações nós tivemos que fazer e temos que fazer até hoje dentro dessas necessidades dessa turminha.”

Antonio Jorge afirmou que a experiência anterior como professor de uma escola e fundador de outra, com outros colegas, ajudou a “ganhar musculatura” para começar o Gênesis. De acordo com ele, a instituição também foca em valorizar a formação de seus professores.

Antônio Jorge dos Anjos e Kenya dos Anjos
Antônio Jorge dos Anjos e Kenya dos Anjos | Foto: Kaio Souza/ Acorda Cidade

“A valorização do professor é fundamental. Isso é dito por todos, que nesse país não se valoriza o professor. Eu acho que essa máxima não condiz com o Colégio Gênesis. Nós, como professores, passamos a encarar esse desafio de tratar o nosso professor como colega e, consequentemente, incentivar na sua formação, montar na própria escola um programa de formação continuada.”

Professora Kenya reforçou a importância da formação dos professores para a proposta pedagógica do colégio. Especializada em psicopedagogia e neuropsicologia, ela destacou a relevância da qualificação da equipe. Antonio Jorge, por sua vez, é formado em Física e possui doutorado em Ciências.

“A nossa formação básica é a Licenciatura, e a gente valoriza e respeita essa formação. E a outra questão é a atualização dessa formação. Não adianta a pessoa se formar há muito tempo e não se atualizar, porque nós estamos vendo que conteúdos e conhecimentos pedagógicos são atualizados constantemente. E os nossos professores são de formação específica e bem atualizados. Temos muitos, especialistas, mestres, doutores lá atuando como professores do Colégio Gênesis.”

Ainda sobre os professores da instituição, Antonio Jorge ressaltou que a rotatividade é muito baixa, o que faz com que os profissionais conheçam os alunos e a própria equipe se conheça.

“A gente tenta trabalhar dentro do que a gente conhece e estuda, como sendo necessário para essa formação humana. A nossa linha é muito mais humanista, nós trabalhamos com aprendizagem significativa, tentando fazer com que cada metodologia seja verdadeiramente favorável para a aprendizagem do nosso estudante. Os conteúdos são os mesmos em todas as escolas. O que vai variar de uma escola para outra é essa percepção das necessidades que a sociedade nos traz.”

Metodologia humanista

Reforçando a parte humanista do colégio, o professor disse que o conteúdo apenas não é suficiente, pois “a vida exige muito mais”. Segundo ele, a escola busca trabalhar os alunos para a vida.

“Eu me lembro que numa certa feita, eu fui falar isso em uma reunião, e o pai perguntou: ‘mas o senhor não pensa em preparar para o vestibular?’ E eu respondi para ele: ‘mas o vestibular faz parte da vida, não? Acho que a vida é bem mais ampla.’ Então, essa é a nossa preocupação, de não se ater exclusivamente o conteúdo. Existem escolas que são essencialmente conteudistas. Nós não esquecemos do conteúdo, mas a gente tem que olhar essa preparação para a vida.“

Antônio Jorge dos Anjos
Antônio Jorge dos Anjos | Foto: Kaio Souza/ Acorda Cidade

A professora Kenya destacou a importância da participação das famílias nas atividades escolares. Embora essa presença já aconteça, ela defende que a aproximação seja ainda maior. Nesse sentido, o colégio busca fortalecer a parceria com as famílias por meio de projetos, especialmente aqueles voltados ao desenvolvimento socioemocional.

“Nós sabemos que as exigências hoje vêm nos mostrar que tanto o pai como a mãe têm um tempo um pouco mais sacrificado em relação a essa criação dos filhos. Antigamente, tínhamos uma divisão melhor desse tempo, mas hoje em dia a gente sabe que, por questões até mesmo de sobrevivência, esse tempo se encurtou. E aí o que a gente faz? A gente tem alguns projetos que, de alguma forma, a gente tenta se aproximar dessa família.”

Kenya dos Anjos
Kenya dos Anjos | Foto: Kaio Souza/ Acorda Cidade

Ela explicou que o projeto envolve um material específico para cada um dos anos escolares, para ajudar as famílias a criarem conexões socioafetivas e socioemocionais com seus filhos.

“Nós temos hoje também um projeto direcionado aos pais, que é o projeto de Jornada InFormativa, em que a gente pega uma temática em mais percebemos a necessidade, através dos atendimentos dos pais, para que os estudantes possam escutar profissionais, falar sobre essas temáticas e ajudá-los também a trabalhar esses assuntos dentro de casa.”

Nesse sentido, Jorge salientou a importância da parceria entre escola e família, algo que ele destaca como essencial para a formação do aluno.

“Família e escola são uma parceria necessária. Não dá para acontecer escola sem família. Ou, mais ainda, se a família se mostra em desacordo com a escola, só tem um que sai perdendo, o filho. Então, eu digo sempre, se você matricula o seu filho na escola, você tem que andar em sintonia com a escola. Não é concordar com tudo que é escola, mas chegar pra escola, conversar, discutir, porque só quem sai ganhando é o filho.”

Projetos e acompanhamento psicológico

De acordo com Kenya, tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) passarão a ser incorporadas aos projetos desenvolvidos pelo colégio, com o objetivo de utilizar a ferramenta como apoio ao trabalho da instituição e aos estudos dos alunos.

Antônio Jorge dos Anjos e Kenya dos Anjos
Antônio Jorge dos Anjos e Kenya dos Anjos | Foto: Divulgação

O prof. Antonio Jorge explicou que a escola também está implantando o Dialab, projeto que terá início no próximo ano e vai orientar os estudantes sobre o uso da inteligência artificial.

A Inteligência Artificial pode ser um perigo na mão, principalmente, de quem não tem ideia do que isso seja”, declarou.

Além do projeto, o colégio conta, desde antes da pandemia, com acompanhamento psicológico para os alunos, especialmente para a turma do terceiro ano, que enfrenta uma grande pressão com o fim da escola, os vestibulares, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o futuro profissional.

“Hoje nós temos quatro psicólogos dentro da escola. São três que atuam nesse acompanhamento institucional, mais o AT (Acompanhante Terapêutico), que acompanha os neurodivergentes. E temos também um projeto, que veio do Rio, que é o LIV, Laboratório de Inteligência de Vida. E nesse projeto, existe uma programação de acordo com a fase de desenvolvimento para ajudar o desenvolvimento afetivo e principalmente social desses estudantes. Mas, que a gente tá muito preocupado, porque nós temos outros elementos que agravam essa situação, como, por exemplo, o uso das tecnologias.”

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