
Vendedores da rua Marechal Deodoro, em Feira de Santana, celebraram o Dia do Feirante nesta terça-feira (25) com a quinta edição de um café da manhã organizado pela Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Feira Livre.
O encontro reuniu comerciantes, trabalhadores rurais e apoiadores da feira e serviu para promover uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria. Duas grandes bancas foram instaladas ao longo da Marechal com os itens do café da manhã.
Para a reportagem do Acorda Cidade, a presidente da associação, Edneide Ribeiro, explicou que o momento também serve para fortalecer a união entre os trabalhadores.

“Essa aqui é a minha segunda família, porque eu passo mais tempo aqui do que na minha casa. Então a gente precisa estar fazendo isso para fortalecer e também refletir sobre as nossas lutas aqui nesse espaço tão importante”, afirmou Edneide.
Dia de cobranças
Apesar das comemorações, o dia também foi marcado por cobranças de pautas importantes para a categoria. Entre as principais reivindicações está a instalação de bancas padronizadas na Feira da Marechal, uma promessa que, segundo Edneide, se arrasta há cerca de dois anos.

“Tem mais ou menos dois anos que a gente espera. Há uns 15 dias liguei para o secretário e o que ele me disse era que estava preparando a documentação da licitação. E aí a gente está nessa espera. É só conversa, ação ainda nenhuma”, disse.
Para o Acorda Cidade, a representante da categoria disse ainda que o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo e o secretário responsável pela área foram convidados para participar da comemoração.

“A gente precisa de uma resposta concreta. Os trabalhadores da Feira da Marechal precisam de uma resposta. A gente não precisa falar só da boca para fora, precisa de ações aqui”, cobrou a presidente.
😋Só coisa boa
A comemoração contou com uma mesa repleta de alimentos preparados por feirantes e colaboradores. Entre os itens estavam batata-doce, banana-da-terra, bolos, salgados, acarajé, mungunzá, caldo de aipim, sopa, milho cozido, pastel, salada de frutas e sucos.
A professora e trabalhadora rural Sônia Pereira Jesus Santos participa da iniciativa desde a primeira edição e também levou produtos do campo para o café. Ela contou ao Acorda Cidade que preparou itens como caldo de aipim, sopa, cuscuz de tapioca e acarajé.

“É um momento muito especial para mim. Ontem dormi 12h30 e acordei às 3h. É gratificante. Eu não estou cansada, estou eletrizada aqui”, disse Sônia, com um largo sorriso no rosto.

A professora também destacou a relação com os feirantes e a defesa da permanência da feira. Segundo ela, seu trabalho junto à universidade ajudou a fortalecer a mobilização em defesa do espaço.

“Eu juntava meus conhecimentos da universidade para dizer para a Prefeitura que a Feira da Marechal era importante permanecer. Eu via que o meu conhecimento dentro da universidade fortalecia o processo. Isso é uma fortaleza porque a gente agrega forças. E hoje conseguimos contagiar os donos de loja também”, afirmou.
Tradição
Para os feirantes, além de celebrar a profissão, a data representa uma oportunidade de reforçar a importância econômica e social da feira e cobrar melhorias para quem trabalha diariamente no local.

O verdureiro Renato Silva Brito, que participou da quinta edição do café da manhã, destacou a importância da iniciativa e da valorização dos trabalhadores.

“É muito importante a gente estar evoluindo na nossa profissão como feirante aqui em Feira de Santana. Cinco anos já. Agora eu vou degustar de cada coisa um pouco, testando a variedade. Graças a Deus, o cardápio aqui é bem amplo”, finalizou a feirante.
Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.
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