
A Justiça Eleitoral barrou o uso do sobrenome ‘Bolsonaro’ por candidatos que tentaram utilizar a referência a Jair Bolsonaro, sem possuir parentesco ou laço sanguíneo com ele. O ex-presidente está em prisão domiciliar há cerca de cinco meses.
Pelo menos 29 candidatos registraram alguma referência a Bolsonaro no nome que vai constar na urna eletrônica nas eleições de 2026, enquanto outros 10 tentaram se associar ao nome do atual presidente, o Lula.
Os Tribunais Regionais Eleitorais do Rio de Janeiro e do Mato Grosso determinaram a retirada imediata da alusão ao ex-presidente dos nomes escolhidos por candidatos.
Segundo o Bahia Notícias, site parceiro do Acorda Cidade, Renato de Araújo Corrêa (PL), que concorre à vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Flaviane Ramalho de Oliveira (Novo), candidata a deputada estadual em Mato Grosso, foram os candidatos atingidos pela medida.
Para o Ministério Público Eleitoral, as relações políticas e pessoais dos dois com a família Bolsonaro não justificam a incorporação do sobrenome e podem levar o eleitor a interpretar como uma indicação de parentesco.
Os nomes deles estavam registrados como: “Renato Araújo do Bolsonaro” e “Flaviane do Bolsonaro”.
Vale reforçar que as decisões não impedem a candidatura, mas restringem a forma como os candidatos devem ser identificados na urna eletrônica. Além do sobrenome de ‘Bolsonaro’, o MPE alega ser contra o uso de sobrenome de quaisquer outros líderes políticos, principalmente com o intuito de ganhar votos.
Ainda segundo o site parceiro, outros casos ainda aguardam julgamento.
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