
Teve início nesta segunda-feira (24) a Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que busca ampliar as possibilidades de identificação e localização de pessoas desaparecidas e ajudar a levar respostas às famílias. A mobilização segue até sexta-feira (28), com 342 postos de coleta disponíveis em várias regiões do país.
A coleta é gratuita e deve ser realizada, preferencialmente, por familiares de primeiro grau, seguindo esta ordem: pai e mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor da pessoa desaparecida; e irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Para realizar o procedimento, o familiar deve procurar um dos postos de coleta e apresentar documento de identificação e as informações do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento, como número, estado de registro e delegacia. É recomendável, mas não obrigatório, levar uma cópia do boletim.
Quem já realizou a doação anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Como é feita a coleta?
O procedimento é simples. Um perito utiliza um cotonete na parte interna da bochecha para coletar a amostra. Não é necessário retirar sangue.
O material coletado permite a comparação com perfis genéticos de pessoas encontradas, vivas ou falecidas, cuja identidade ainda seja desconhecida. Os perfis dos familiares são cruzados com bancos de DNA estaduais e nacional, ampliando as possibilidades de identificação. Confira os pontos de coleta.
Coleta pode ser feita em qualquer estado
A doação pode ser realizada em qualquer posto de coleta, e não necessariamente no local onde ocorreu o desaparecimento. Nesses casos, a situação deve ser informada aos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Se a pessoa desaparecida estiver relacionada a um caso ocorrido em outro país, também é possível realizar buscas por meio da comparação com bancos de DNA internacionais.
Caso o familiar não possa comparecer presencialmente a um dos pontos disponíveis, a orientação é entrar em contato com o posto mais próximo para verificar com a equipe a possibilidade de viabilizar o procedimento.
Não há prazo para doar
Não existe prazo limite para a coleta. Familiares podem fornecer amostras a qualquer momento, independentemente de há quanto tempo a pessoa esteja desaparecida.
É necessário, porém, que exista um Boletim de Ocorrência registrado. Caso ainda não tenha sido feito, a família pode procurar a delegacia mais próxima para registrar o desaparecimento.
No dia da coleta, também é possível levar objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter DNA, como escova de dentes, aparelho de barbear, dente de leite ou cordão umbilical.
O que acontece após a identificação?
Caso a pessoa desaparecida seja identificada, será elaborado um laudo oficial de identificação, encaminhado à delegacia responsável pelo caso. A equipe policial, então, entrará em contato diretamente com a família para informar a identificação e orientar sobre os próximos procedimentos.
A mobilização está em sua quarta edição e ocorre no mês em que é celebrado o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também mantém um posto de coleta no edifício-sede da pasta, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF).
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