26 de August de 2026
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Foto: Freepik

A prática de exercícios físicos e mudanças de hábitos podem ser iniciadas em qualquer fase da vida, inclusive na terceira idade. Os benefícios são inúmeros e poderão ser sentidos a longo prazo. Após os 40 anos, o tema ganha ainda mais importância. É nesse período que o corpo passa por diversas transformações, como alterações hormonais e metabólicas.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o professor do curso de Educação Física da Unifan, Diego Diogo, especialista em Fisioterapia Esportiva e mestre em Medicina e Saúde Humana, pontuou que muitas pessoas acreditam que por já terem alcançado a meia-idade está tarde para incorporar mudanças na rotina e desenvolver mais hábitos mais saudáveis. Algo que ele desmistifica.

Professor Diego Diogo
Foto: Kaio Souza/Acorda Cidade

“O exercício, a médio e longo prazo, traz benefícios, que na idade mais avançada, farão diferença na independência funcional e na qualidade de vida desse indivíduo”, pontuou Diego Diogo, que também atua como coordenador do curso de Educação Física da Unifan.

Ele reforçou que praticar exercícios regularmente previne doenças, como as cardiovasculares, o câncer e alterações do metabolismo. Por outro lado, antes de começar é preciso buscar orientação profissional.

“Na faixa etária dos 40 anos, nós entendemos que se faz necessário acompanhamento dos indicadores de saúde, com exames cardiológicos periódicos, colesterol, glicemia. Não se começa aleatoriamente. O entendimento do perfil do indivíduo para a prescrição do exercício seguro é primordial. Porque se você sabe quais são as limitações, aonde onde você quer chegar, a modalidade com a sua frequência e todas as outras variáveis vão ser melhor personalizadas.”

Exercícios devem ser variados

O profissional orienta que a prática de atividade física deve ser variada, dentro de um programa bem sistematizado.

“Destaco três modalidades que, ordinariamente, deveriam estar presentes. Atividades para melhora do condicionamento cardiovascular, e aí inclui a caminhada, a corrida, bicicleta. A musculação ou qualquer outra modalidade que tenha uma atividade contra a resistência, porque do ponto de vista de desenvolvimento muscular é extremamente importante. E exercícios que envolvem melhora da flexibilidade, mobilidade articular, porque evita muito as dores articulares.”

Quanto à frequência, o professor explica que o corpo se beneficia melhor se a atividade for realizada, no mínimo, três vezes por semana. Ele alertou, no entanto, que só praticar exercícios no final de semana pode ser perigoso.

“A gente sabe que a rotina de muitas pessoas não permite que ela tenha essa frequência ao longo da semana, nos dias úteis. Então você pode utilizar o final de semana para conseguir contemplar. Você pode fazer na terça e quinta o exercício e utilizar o sábado e o domingo para complementar.”

Intensidade deve ser progressiva

Os exercícios de força, segundo ele, melhoram o condicionamento aeróbico e não devem faltar no cronograma, mesmo para idosos. Além disso, atuam como coadjuvante na diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão, dentre outros fatores psicossomáticos.

“Ele mantém a força muscular e a densidade mineral óssea, que é a qualidade do osso. E principalmente, melhora os aspectos funcionais. A gente sabe que hoje, o treinamento de força, para a terceira idade, está relacionado diretamente à diminuição do risco de queda, que é uma coisa que a gente quer evitar. A gente se preocupa muito quando se fala de 60+.”

O professor salientou que a prática precisa ser orientada por profissionais gabaritados, e a Unifan possui mais de 20 anos formando bacharéis na área de Educação Física, nas modalidades presencial e semipresencial, nos três turnos.

“O curso existe há mais de 20 anos e já está consolidade. Muitos profissionais, bacharéis, foram formados na Unifan. Para você ter uma ideia, no Brasil, até a última atualização, é o segundo maior mercado em número de academias no mundo. Só perde para os Estados Unidos. Então, assim, a demanda é muito alta. Isso é legal, porque cada vez mais as pessoas estão entendendo a importância da prática de maneira orientada.”

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