28 de August de 2026
Correios - mutirão de dívidas
Foto: Divulgação/Correios/JCC

Os Correios ingressaram, nessa quinta-feira (27), com pedido de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a definição do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. Admitida a solicitação, o órgão formaliza o início da mediação e determina os encaminhamentos necessários. Podem ser realizadas tantas sessões quantas forem necessárias para a composição de uma solução consensual.

A atual gestão dos Correios busca uma solução que concilie a sustentabilidade econômico-financeira da estatal, com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

Nos meses de julho e agosto, a diretoria-executiva se reuniu com as representações sindicais e com os/as empregados/as para demonstrar a gravíssima situação econômica da estatal. Dentro das condições possíveis, a empresa propôs a manutenção de 56 cláusulas, na íntegra, e de outras 21, com ajustes textuais.

Entre as garantias mantidas, que já somam mais de R$ 60 milhões por ano, estão auxílio para empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares para tratamento de saúde.

O calendário de mesas previsto foi concluído em 18 de agosto e as assembleias, realizadas na última terça-feira (25). A proposta foi rejeitada. O acordo atual está prorrogado até 31 de agosto de 2026 e, como decorre de dissídio coletivo, suas cláusulas não são renovadas automaticamente.

Operação

A rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país e os serviços, inclusive Sedex e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Cabe destacar que, no mês de agosto, o índice de entregas no prazo alcançou 97%. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o índice passou dos 98%.

Esse salto de eficiência é resultado direto da otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país.

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