
As quatro crianças que morreram afogadas na tarde de domingo (30), em um açude na zona rural de Paramirim, região sudoeste da Bahia, estavam dentro de um equipamento utilizado como bebedouro ou cocho de alimentar animais. A tragédia ocorreu na comunidade de Salina Branca e causou grande comoção em toda a região.

O mergulhador e sargento Marcos Cordeiro, do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), com sede em Vitória da Conquista, relatou nesta segunda-feira (31) que a embarcação era totalmente inapropriada para esse tipo de transporte ou passeio.
“Foi algo improvisado. Parecia um cocho de alimentar animais, como se fosse uma banheira grande. Não era adequado e, mesmo se fosse, as crianças deveriam estar com proteção, no mínimo um colete”, destacou em entrevista ao Achei Sudoeste, parceiro do Acorda Cidade.

O mergulhador afirmou que os irmãos Jeferson Davi da Silva Oliveira, de 9 anos; Jacson Diego Silva Oliveira, de 6 anos; e José Diogo da Silva Oliveira, de 3 anos; e do primo deles, Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos, não sabiam nadar e submergiram após a embarcação improvisada afundar nas águas do reservatório. No momento do acidente, as crianças também não usavam nenhum tipo de equipamento de proteção.
O sargento contou, ainda, que foi preciso muito esforço e técnicas do 7º BBM para a equipe de mergulhadores localizarem os corpos, que foram colocados às margens da lagoa, para serem encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Adultos tentaram salvar vítimas
De acordo com o relato da Polícia Militar, uma guarnição da 46ª Companhia Independente foi acionada por volta das 15h de domingo para atender à ocorrência. Após chegarem no local, moradores informaram que, no total, havia duas pessoas adultas e cinco crianças na embarcação quando o acidente ocorreu.
No momento em que o equipamento começou a afundar, os adultos teriam tentado salvar as cinco crianças, porém somente uma foi retirada da água com vida. As demais afundaram.
Leia mais:
Quatro crianças da mesma família morrem afogadas em reservatório na Bahia
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.