1 de September de 2026
Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação

Após o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli suspender temporariamente a campanha do candidato Renan Santos (Missão) à Presidência da República, o também presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) criticou a decisão e declarou esperar o restabelecimento da “candidatura”.

Pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos
Pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos | Foto: Reprodução

Por meio de uma publicação no X, antigo Twitter, o político chegou a citar o próprio pai, Jair Bolsonaro, que está proibido de utilizar suas redes sociais desde julho de 2025, após ordem judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Ainda na postagem, Flávio Bolsonaro (PL) chegou a chamar a medida que determina os bloqueios digitais de “censura”.

“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O Presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil”, escreveu Flávio no X.

Porém, diferente do que ele escreveu, a decisão judicial do ministro Dias Toffoli não cancelou e não cassou o registro da candidatura de Renan Santos, mas, sim, interrompeu temporária e preventivamente frentes específicas de sua campanha.

A medida inclui bloqueio de 16 perfis em redes sociais, suspensão de repasses e o uso do dinheiro do Fundo Eleitoral, além da proibição de participar de sabatinas, podcasts ou debates em rádio e televisão.

Segundo o magistrado, a decisão é decorrente da identificação do uso de novos canais de propaganda eleitoral sem a prévia declaração das contas à Justiça Eleitoral, o que pode ocasionar favorecimento pelos algoritmos de recomendação.

“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, declarou o ministro.

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Dias Toffoli | Foto: Ascom/STF

Em um vídeo, Renan Santos criticou a decisão de Toffoli. “A decisão é ilegal, a decisão é persecutória”, relatou.

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