
Segundo o relatório Digital 2026, produzido pelo DataReportal, o brasileiro passa 51 horas e 35 minutos, em média, consumindo conteúdos em telas, principalmente no celular. Isso representa mais de 7 horas por dia gastas com esses conteúdos.
Desde redes sociais, vídeos, podcasts e plataformas de streaming até o consumo de notícias ou trabalho. Esse dado demonstra como as telas impactam nossas vidas diariamente e mais do que imaginamos.
Além disso, o consumo excessivo de telas e de redes sociais preocupa especialistas em saúde do corpo e da mente pelos efeitos que esse uso excessivo pode causar no organismo humano.
Efeitos de telas no corpo
Os efeitos das telas começam quando percebemos uma curvatura maior na coluna pelo costume do uso excessivo do celular. A má postura também é causada pelo uso de telas em computadores, celulares ou tablets em posições que fazem mal para a saúde da coluna.
As telas também causam cansaço ocular, por conta das luzes, e dores no pescoço, como consequência da má postura.
Essas consequências do enorme consumo de telas já são preocupantes para a saúde. Porém, consequências ainda mais graves podem ser causadas por essa prática abusiva. As telas e os conteúdos consumidos dentro de aparelhos eletrônicos modificam a estrutura física cerebral e também a autoestima.
Um estudo com participação de jovens-adultos entre 18 e 25 anos, publicado pela Springer, mostra que as telas têm a capacidade de causar o afinamento da região do córtex cerebral, parte responsável pelas funções como memória e resolução de problemas.
Não só o córtex cerebral, mas a massa cinzenta do cérebro, parte que afeta a memória, a regulação emocional e a agilidade mental, também pode diminuir por conta das telas. Por isso, pesquisadores associam o uso excessivo de telas a riscos maiores de desenvolver doenças neurodegenerativas.
O sono também é afetado pelo uso de telas. As luzes azuis emitidas por elas afetam a produção de melatonina, hormônio responsável por causar sono, o que afeta diretamente o sono e o ciclo circadiano.
As consequências da noite mal dormida são prejuízos para a memória, que é fixada durante o sono, desregulação de humor, que também acontece durante o sono, redução da performance cognitiva e maior facilidade para desenvolver distúrbios de humor e ansiedade.
Para além do que as telas em si podem trazer de consequências, é preciso pensar sobre o que é consumido. Redes sociais com vídeos curtos e que produzem a dopamina de forma rápida podem criar dependência emocional justamente porque o cérebro sempre procura mais dessa dopamina gerada pelos conteúdos.
Além disso, a forte comparação com vidas editadas das pessoas na internet faz com que os usuários percam a autoestima, imaginando que suas vidas são sempre mais chatas do que as dos outros.
Hábitos que podem contribuir para diminuir o consumo de telas
As telas fazem parte do dia a dia dos brasileiros. Por isso, é quase impossível excluí-las de nossas vidas. O que é possível fazer é diminuir esse consumo para melhorar a qualidade de vida.
Colocar limitadores de tempo nas próprias plataformas ajuda a regular melhor quanto tempo é passado dentro de redes sociais. Nesse mesmo sentido, colocar alarmes com pausas ao longo do dia também ajuda na diminuição do tempo.
Fazer caminhadas ao ar livre, encontrar pessoas presencialmente, levantar para pegar água e ler antes de dormir também são práticas que ajudam a melhorar a saúde e a evitar as consequências do uso excessivo de telas.
Treinar o cérebro e adotar uma alimentação adequada também é um hábito muito importante para combater esses efeitos. Procurar por alimentos bons para a memória, montar um quebra-cabeça, fazer trabalhos manuais e ler livros são práticas essenciais para evitar as mudanças físicas do cérebro e, consequentemente, para melhorar a saúde psíquica.
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