11 de September de 2026
Central de Achados e Perdidos da Secretária de Prevenção a Violência e Promoção dos Direitos Humanos - Seprev
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

No último sábado (5), foi publicado o decreto nº 14.696, que amplia os locais de recebimento de documentos extraviados e objetos perdidos em Feira de Santana. Com a medida, qualquer repartição pública municipal pode receber os itens e encaminhá-los para a Central de Achados e Perdidos da Secretária de Prevenção a Violência e Promoção dos Direitos Humanos (Seprev). 

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coordenador da central, Sandro Ricardo Lima, explicou que o decreto permite que locais como escolas, postos de saúde e secretarias recebam os documentos e objetos. 

Sandro disse que, com a ampliação, espera-se que o serviço alcance mais pessoas e mais itens perdidos sejam devolvidos aos seus proprietários. 

“Qualquer pessoa que encontrar qualquer documento ou objeto, poderá entregá-lo em qualquer repartição pública municipal, como uma escola, posto de saúde, policlínica, secretaria do município. Essa unidade que estiver de posse desse documento, vai enviar para a Central de Achados e Perdidos da Seprev. Aqui, vamos catalogá-lo, lançar no sistema, que está disponível à população de Feira de Santana, para as pessoas poderem consultar e, uma vez estando o documento aqui, poder vir retirá-lo.”

Para fazer a consulta, basta acessar a aba de “Serviços” no site da Prefeitura de Feira de Santana, e buscar a sessão de “Achados e Perdidos”.

A sede da Seprev fica na Rua Leolinda Bacelar, no bairro Kalilândia, nº 224. É possível entregar e retirar documentos e objetos na unidade. 

Secretaria Municipal de Prevenção à Violência (Seprev)
Secretaria Municipal de Prevenção à Violência (Seprev) | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Central conta com 2 mil documentos disponíveis para retirada

Atualmente, cerca de 2 mil documentos estão disponíveis para retirada na Central de Achados e Perdidos. No entanto, Sandro afirmou que mais de 5 mil itens já foram registrados no sistema, uma vez que o histórico é mantido mesmo após a devolução ao proprietário.

“O sistema foi desenvolvido para nós registrarmos toda a movimentação. Então, cada documento que entra vai permanecer, mesmo que depois de devolvido ao proprietário. Então, nós temos de registro hoje mais de 5 mil. Evidentemente que nós não temos hoje os 5 mil documentos, porque muitos desses já foram entregues aos seus donos. Nós temos, hoje, uma faixa de 2 mil documentos ainda aguardando as pessoas fazerem a sua retirada.” 

Segundo o coordenador, os documentos mais comuns de chegarem à central são carteiras de Identidade, de Habilitação e de Trabalho, cartões do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Sandro Ricardo Lima
Sandro Ricardo Lima | Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Além disso, ele destacou o recebimento de objetos como óculos de grau, como aconteceu no estande da Seprev na Expofeira 2026. Nesses casos de objetos de difícil identificação, Sandro ressaltou que é necessário ir até a sede da Seprev para realizar o reconhecimento do objeto

“Nós estamos também com um stand montado na Expofeira, um posto móvel no ônibus da Seprev. E lá nós recebemos inclusive um óculos de grau. Então, objetos que não tem como identificar, chaves e outros objetos desse tipo, a gente precisa que o proprietário venha, de forma presencial até a Seprev.”

Prazo para retirada dos itens

Questionado sobre o período para retirada, o coordenador falou que a portaria que criou a Central de Achados e Perdidos da Secretaria de Prevenção à Violência estabelece um prazo de 120 dias para os documentos permanecerem na unidade. Ao fim do prazo, o item é entregue para os órgãos expedidores, para realizar a inutilização do documento. 

“Por exemplo, cartões de crédito, enviamos para os bancos emissores, para que eles possam dar baixa e destruir esses cartões. Carteira de identidade enviamos para o Instituto Pedro Mello. Carteira de habilitação enviamos para a Ciretran. Nós enviamos para o órgão expedidor, que certamente fará a inutilização deste documento. Mas, geralmente, nós aguardamos até um pouco mais, com o objetivo de trazer essa comodidade ao cidadão, para evitar que ele tenha que fazer um novo documento.”

Central de Achados e Perdidos da Secretária de Prevenção a Violência e Promoção dos Direitos Humanos - Seprev
Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

De acordo com Sandro, a Central de Achados e Perdidos foi criada em 2017. Desde que assumiu a função, em setembro de 2025, a equipe trabalha com base em três pilares para prestar um melhor serviço: facilitar a chegada dos itens encontrados à unidade, conscientizar as pessoas sobre o local de retirada de seus pertences e ampliar a divulgação do serviço gratuito em Feira de Santana.

Com informações do repórter Ney Silva, do Acorda Cidade.

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