
Os trabalhadores dos Correios estão em greve em todo o Brasil. Em Feira de Santana, a paralisação teve início na quinta-feira (10) e, segundo representantes da categoria, o movimento conta com boa adesão.
Para a reportagem do Acorda Cidade, Jota Barbosa, diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos, contou que a greve é por tempo determinado. A categoria aguarda uma possível retomada das negociações com a empresa ou o julgamento do dissídio, previsto para o próximo dia 21.
“Hoje o nosso maior temor com relação à nossa pauta é o plano de saúde. Nós perdermos o plano, nosso plano de saúde, porque a empresa não quer mais ficar no regime de coparticipação. Então, se ela sai desse regime de coparticipação, a gente tem que arcar com 100% do plano e fica difícil para o trabalhador que já está no arrocho salarial e vive com outras dificuldades”, disse.
Henrique de Cássio, diretor do sindicato da categoria, afirmou que a mobilização ocorre em âmbito nacional e envolve 36 sindicatos regionais. Ele também destacou para a reportagem do Acorda Cidade que os trabalhadores têm dificuldade para manter um plano particular devido ao valor dos salários e aos custos do benefício.
“A maior reivindicação nossa é o plano de saúde. A gente perdeu no governo passado, mas conseguimos a reintegração de algumas coisas e agora querem cortar tudo. Pagar 100% do plano é impraticável, nós não temos condições, com o nosso salário não tem nenhuma condição de realmente manter esse plano de saúde”, afirmou Henrique.
O diretor também afirmou que o quadro de funcionários dos Correios em Feira de Santana está reduzido. Segundo ele, o último concurso público para a empresa ocorreu em 2011 e, desde então, muitos trabalhadores deixaram os quadros da empresa ou estão afastados.
“Na realidade, os Correios não tá quebrado, o que ocorre é que infelizmente ele sofre com uma gestão que realmente está inviabilizando os trabalhadores. Porque os Correios não dependem realmente de governo, depende de quem posta e realmente existe muito lucro, agora existe uma má administração”, finalizou Henrique.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
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