14 de September de 2026
Barraqueiros da Expofeira
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Barraqueiros que trabalharam durante a 47ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira), denunciaram vendas baixas e as restrições que foram impostas pelos organizadores do evento para a compra de mercadorias, que só podia ser adquiridas de um único fornecedor dentro do parque.

A 47ª Expofeira foi realizada entre os dias 6 e 13 de setembro, no Parque de Exposição João Martins da Silva. Além dos espaços montados no tradicional Caminho da Roça, foram instaladas 32 barracas em outro local mais recuado, com um tamanho de 9 metros quadrados. O local não agradou aos comerciantes.

A vendedora Edna Bois Amorim da Silva afirmou, em entrevista ao Acorda Cidade, que comprou 20 caixas de cerveja, porém não conseguiu comercializar nem cinco. Para ele, as barracas estavam em um local de difícil acesso, e isso dificultou as vendas.

“Colocaram a gente, já vai o segundo ano, muito recuado da principal. E aí o povo não tem acesso porque na principal tem tudo. E aí colocou a gente num espaço que o povo não vem”, afirmou Edna.

Ela disse que muitas pessoas deixavam de comprar reclamando dos preços, a exemplo de um copo de água mineral, que estava saindo a R$ 6, e a cerveja a R$ 8. Por outro lado, ela teve que comprar o pacote da água por R$ 24 do fornecedor.

“Para você vender e pagar o ponto, foi horrível! A gente foi obrigado a comprar porque não entrava com mercadoria. Não sei se partiu da prefeitura, não sei se de secretário. A gente era obrigado a comprar mercadoria aqui dentro; gelo por R$ 25. E comprava gelo igual a água por causa que o sol tava muito quente. Vendi churrasquinho, lanche, foi pouco, mais vendi. Enquanto não mudar a direção, não trabalho mais na Expofeira”, se queixou a vendedora.

A barraqueira Rita Souza, que há mais de 30 anos comercializa alimentos e bebidas na Expofeira, afirmou que os vendedores não receberam o suporte necessário durante a Expofeira.

“Teve invasão, não botaram fiscalização para controlar. Fomos obrigados a comprar a cerveja e outras bebidas caras aqui dentro para revender, porque a gente não teve como trazer de fora. E antes de a gente pagar o DAN, eles não avisaram. O DAN aqui foi R$ 650. Se eu chegar em casa com o dinheiro que eu investi, sou a mulher mais feliz do mundo. Eu investi aqui R$ 3 mil fora o DAN. E não tirei esse dinheiro”, protestou.

O vigilante, conhecido como Sergipe da Matinha, confirmou que os preços dos produtos na Expofeira estavam altos, e muitas pessoas saíram reclamando.

“A água mineral estava entre R$ 6 e R$ 8. Tudo caro. Cachorro-quente, um absurdo, de R$ 15 o povo cobrando.”

Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.

Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e do grupo no Telegram.