16 de September de 2026
Homem é condenado a 12 anos de prisão por morte de adolescente trans no Sul da Bahia
Foto: Reprodução Redes Sociais

O homem acusado de matar brutalmente a adolescente transexual Kauana Vasconcelos, de 16 anos, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi definida nesta terça-feira (15), durante julgamento realizado na Vara Plena do Fórum João Alves de Macêdo, em Ibicaraí, no Sul da Bahia.

Kauan Araújo Santos, conhecido como “Jamanta”, foi considerado culpado por homicídio qualificado por motivo torpe. Além da pena de reclusão, a Justiça determinou que ele pague R$ 80 mil aos familiares da vítima por danos morais.

Segundo o Bahia Notícias, site parceiro do Acorda Cidade, o assassinato aconteceu em 3 de novembro de 2022. Kauana foi morta a facadas. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), ela, o réu e outros dois suspeitos estavam em uma localidade conhecida como “Pôr do Sol”, no bairro Corina Batista, onde a adolescente teria sido convidada por Kauan para “fazer uma social”.

Conforme a investigação, a expressão seria usada para indicar uma proposta de relação sexual. Na época, moradores relataram à polícia que Kauana teria sido levada por um homem em uma motocicleta até uma residência na Rua Nova, onde estavam outros dois suspeitos. Ainda segundo a apuração, ela foi esfaqueada e depois arrastada para um terreno baldio, onde os envolvidos teriam tentado afogá-la.

A denúncia aponta ainda que o grupo seguiu posteriormente para a casa de um dos envolvidos. O crime teria acontecido após Kauana se recusar a praticar o ato sexual. Mesmo ferida, a adolescente conseguiu sair do imóvel e buscar ajuda. Ela foi levada para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Kauan Araújo Santos foi preso em março de 2023, em São Paulo. Em setembro deste ano, ele foi transferido para o sistema prisional da Bahia para participar do julgamento. Durante o processo, a Justiça afastou a qualificadora de feminicídio, pela qual o réu também era investigado.

Inicialmente, a investigação apontava que outros dois homens poderiam ter participado da morte da adolescente. No decorrer do processo, entretanto, a conduta atribuída a eles foi desclassificada. O MP-BA chegou a solicitar que a dupla fosse investigada por omissão de socorro com resultado em morte, mas a Justiça considerou que não havia indícios suficientes de autoria e participação e determinou a separação dos processos.

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