
O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), divulgou uma nota à imprensa nesta quinta-feira (17), na qual nega qualquer tipo de envolvimento em atos ilícitos relacionados à 10ª fase da Operação Overclean.
O pronunciamento ocorre após um pedido de busca e apreensão da Polícia Federal em endereços ligados ao político baiano. A solicitação, no entanto, foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques.
Segundo informações publicadas no Bahia Notícias, extraídas do portal Uol, Neto seria um dos alvos da ação, deflagrada pela Polícia Federal, para investigar suspeitas fraudes em licitações públicas da Secretaria de Educação de Belo Horizonte (BH), em Minas Gerais.
Ainda conforme a reportagem, o suposto envolvimento do candidato baiano se dá pela suspeita de que ele teria indicado Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte. Além disso, a PF estaria investigando ainda a influência do partido União Brasil, que tem como vice-presidente nacional ACM Neto, sobre indicações em troca de retornos financeiros ilícitos em licitações.
Na nota enviada à imprensa, ACM Neto rebate todas as acusações e diz que as investigações da PF são uma ‘clara tentativa de interferir no processo eleitoral.’
Veja a nota de ACM Neto na íntegra:
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados.
A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”
A Operação Overclean
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (17), a 10ª fase da Operação Overclean, para apurar a possível atuação de organização criminosa em contratações realizadas no âmbito de uma secretaria municipal de Belo Horizonte, entre os anos de 2024 e 2025. Apuram-se indícios de direcionamento de procedimentos para o fornecimento de serviços e de materiais didáticos.
A ação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo.
Entre os procedimentos analisados, ao menos três resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são objeto da investigação.
Os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes contra a Administração Pública, fraudes em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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