
Com um paredão de som, professores da rede municipal de Feira de Santana realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira (17), em frente à Secretaria de Educação. A categoria voltou a cobrar do secretário Pablo Roberto, uma resposta sobre o cumprimento de um acordo judicial firmado com os professores da rede municipal.
Ao portal Acorda Cidade, a presidente da APLB de Feira de Santana, professora Marlede Oliveira informou que diversos itens da pauta de reivindicações foram julgados e homologados pelo Tribunal de Justiça da Bahia, mas ainda não teriam sido cumpridos.

“Todos sabem que vimos constantemente cobrando o cumprimento do acordo judicial de vários itens da pauta de reivindicações, o qual foi julgado e homologado pelo Tribunal de Justiça da Bahia. Alguns pontos ainda não foram cumpridos, como a tabela salarial dos professores, que é de 1994 e o prefeito não cumpriu”, disse a presidente.
Marlede lembrou que a categoria paralisou as atividades no dia 12 de agosto. Na ocasião, segundo ela, o secretário de Educação e os secretários municipais de Administração e da Fazenda informaram que dariam uma resposta no prazo de uma semana.

“Já se passou mais de um mês e não há resposta. Fomos à Seduc hoje, mas o secretário não se encontrava lá e não tinha resposta. Não sabemos onde ele está. Saímos de lá e vamos convocar a categoria novamente para mobilização”, declarou.
A presidente da APLB afirmou ainda que a entidade possui uma liminar na Justiça para cobrar o cumprimento do acordo homologado. Segundo ela, a categoria continua encaminhando ofícios e fazendo contatos com a gestão municipal, mas não tem recebido retorno. Marlede também criticou os salários pagos aos professores da rede municipal.
“É vergonhoso afirmar que Feira de Santana paga hoje o pior salário da região, com uma tabela salarial pior do que Santo Estêvão, Coração de Maria, Santa Bárbara e Irará. Isso é vergonhoso para o prefeito e secretários de Educação”, disse.
A professora defendeu que a valorização dos profissionais deve acompanhar os investimentos na estrutura física das escolas.
“Não se faz educação apenas construindo ou pintando escola, mas também valorizando seus profissionais. A tabela aplicada é de 1994, lembrando que o governo cortou salários em 2020 durante a pandemia e descumpriu acordos desde a gestão do ex-prefeito Colbert Martins”, explicou Marlede.
De acordo com a presidente da APLB, não há assembleia marcada neste momento. A estratégia anunciada é convocar novamente os professores para uma mobilização e cobrança direta à Secretaria de Educação.
Com informações do repórter Paulo José, do Acorda Cidade.
Siga o Acorda Cidade no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Participe também dos nossos canais no WhatsApp e YouTube e grupo de Telegram.